O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Otaviano Pivetta (Republicanos), divulgou um vídeo nesta quinta-feira (6) para negar qualquer envolvimento nas investigações da Operação Heritage, da Polícia Federal, que apura supostas irregularidades em um acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi.
Aliado do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), também investigado na operação, Fábio afirmou que não foi alvo de mandado de busca e apreensão e acusou adversários políticos de tentarem associar seu nome ao caso durante o período eleitoral.
Segundo o parlamentar, há uma tentativa de envolvê-lo na investigação sem que exista qualquer ato praticado por ele relacionado ao acordo.
Garcia ressaltou que o processo envolvendo a Oi nunca passou pela Casa Civil, secretaria que comandou durante a gestão de Mauro Mendes. De acordo com ele, a pasta não possuía atribuição para tratar da negociação e não participou de nenhuma etapa do procedimento.
O deputado também argumentou que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, não atribui a ele qualquer conduta relacionada ao caso.
Na gravação, Fábio afirmou que houve uma tentativa de incluí-lo na investigação, mas sustentou que o próprio conteúdo da decisão judicial não aponta qualquer participação sua no acordo firmado entre o Estado e a operadora.
Outro ponto contestado pelo parlamentar diz respeito à suposta ligação com fundos de investimento mencionados na investigação. Segundo ele, documentos demonstram que nunca integrou o quadro societário nem foi cotista de qualquer um dos fundos citados pela Polícia Federal.
O deputado também negou que seu pai mantenha participação em um dos fundos investigados e afirmou que apresentará documentos para rebater as alegações.
Ao concluir o pronunciamento, Garcia voltou a atribuir a investigação ao ambiente de disputa política e disse que seguirá na campanha ao lado de Otaviano Pivetta.
Segundo ele, as acusações serão esclarecidas ao longo das investigações e não irão alterar sua participação no processo eleitoral.
A Polícia Federal conduz a investigação sobre o caso, que ainda está em andamento. Os fatos apurados serão analisados pela Justiça, e os investigados têm direito ao contraditório e à ampla defesa.


























