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OPERAÇÃO HERITAGE

Mauro reage à operação da PF, vê ação eleitoral e dispara contra Taques, Janaina, Fávaro e Jayme

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O candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) afirmou que a Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6), tem motivação política e ocorre em meio à disputa eleitoral com o objetivo de desgastar sua candidatura. Em nota, o ex-governador negou qualquer irregularidade no acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia Oi e garantiu que irá colaborar com as investigações.

Mauro relembrou que, em 2014, quando ocupava a Prefeitura de Cuiabá, também foi alvo de uma operação da Polícia Federal. Segundo ele, a investigação provocou prejuízos financeiros e pessoais, como restrição de crédito, cancelamento de contratos comerciais e a recuperação judicial de empresas da família. O político destacou que, três anos depois, o caso foi arquivado após manifestação favorável da própria PF e do Ministério Público Federal.

Sobre a nova investigação, o candidato informou que policiais federais estiveram em sua residência, na empresa da família e em outros endereços. Segundo ele, na casa onde mora a diligência se restringiu ao recolhimento de seu passaporte.

Ao abordar o objeto da investigação, Mauro explicou que o caso trata do acordo firmado pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) para encerrar uma disputa tributária com a Oi. Conforme relatou, o Estado havia bloqueado recursos da operadora em 2009, mas perdeu a ação judicial anos depois e precisou devolver os valores.

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De acordo com o ex-governador, a dívida atualizada ultrapassaria R$ 580 milhões, mas o acordo reduziu o pagamento para R$ 308 milhões. Ele sustentou que a negociação foi analisada por procuradores do Estado, homologada pelo Judiciário e considerada legal pelos órgãos de controle, entre eles o Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Ministério Público de Contas e o Ministério Público Estadual.

Mauro também afirmou que os fundos de investimento beneficiados pelos pagamentos não possuem qualquer ligação com ele ou com integrantes de sua família.

Na nota, o candidato atribuiu a investigação à atuação de adversários políticos. Ele acusou os candidatos ao Senado Pedro Taques e Janaina Riva, além do senador Carlos Fávaro e do senador Jayme Campos, de articularem denúncias e pressionarem autoridades em Brasília para que a apuração fosse instaurada.

O ex-governador ainda declarou que o relatório da Polícia Federal reproduz, em grande parte, as acusações apresentadas por Pedro Taques e questionou o momento escolhido para a operação, realizada a cerca de dois meses das eleições.

Mauro também relacionou a deflagração da Operação Heritage aos recentes acontecimentos da disputa eleitoral em Mato Grosso, mencionando a derrota da pretensão de Jayme Campos de disputar o Governo do Estado, a confirmação de Pedro Taques como candidato ao Senado por um grupo aliado ao PT e a exclusão de Janaina Riva da chapa de Otaviano Pivetta.

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Outro ponto levantado pelo candidato foi o vazamento de informações da investigação. Segundo ele, apesar de a ação tramitar sob sigilo no Supremo Tribunal Federal (STF), adversários políticos já anunciavam publicamente que a operação ocorreria. Mauro afirmou ainda que sua defesa não conseguiu acesso aos autos, enquanto documentos da investigação já circulavam na imprensa.

Ao final da manifestação, o ex-governador reafirmou que não teme a investigação e disse confiar no trabalho da Justiça.

“Podem investigar o quanto quiserem. Não fiz nada de errado e tenho certeza de que tudo será esclarecido”, declarou.

A Polícia Federal, a Procuradoria-Geral do Estado e os políticos citados permanecem com espaço aberto para manifestação sobre as declarações feitas por Mauro Mendes.

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