A adolescente brasileira Alice Dias de Oliveira, de 16 anos, continua desaparecida na França e completa, nesta quinta-feira (6), 15 dias sem dar notícias. O caso tem mobilizado familiares e amigos, que intensificaram a divulgação nas redes sociais na esperança de obter informações sobre o paradeiro da jovem.
Segundo a tia de Alice, Luciana Oliveira, a família ainda não recebeu qualquer atualização oficial das autoridades francesas. Em entrevista ao g1, ela relatou o sofrimento vivido pelos parentes diante da falta de respostas. “Ninguém consegue se alimentar ou dormir direito. É um sentimento de total impotência”, afirmou.
Nas redes sociais, a irmã da adolescente, Ana Flávia Dias de Oliveira, publicou um vídeo emocionado pedindo ajuda para compartilhar a imagem de Alice. Ela contou que a família segue sem qualquer pista sobre o desaparecimento.
“Não temos notícia nenhuma da minha irmã. Não tivemos acesso a imagens, nem qualquer informação. Já não sabemos mais o que fazer”, disse.
De acordo com Ana Flávia, os pais da adolescente não têm condições emocionais de se pronunciar publicamente sobre o caso. Enquanto isso, ela tenta conciliar o trabalho com a mobilização para ampliar a divulgação do desaparecimento.
Alice mora com os pais em Trappes, cidade localizada na região metropolitana de Paris. No dia 22 de julho, ela enviou uma mensagem ao pai por volta das 22h30 informando que havia saído do estágio de férias e aguardava o trem para voltar para casa. No entanto, nunca chegou ao destino.
Preocupados com o atraso, os familiares rastrearam o celular da jovem até o ponto em que a bateria do aparelho descarregou. Ao chegarem ao local indicado, não encontraram qualquer sinal da adolescente.
Outro fator que chama atenção é o desaparecimento de uma amiga de Alice, Maria de Fátima Pina Monteiro, natural de Cabo Verde, ocorrido um dia antes. A família acredita na possibilidade de as duas estarem juntas, embora essa hipótese ainda não tenha sido confirmada pelas autoridades.
Os parentes também aguardam acesso às imagens das câmeras de segurança da estação de trem utilizada pela jovem e questionam a demora nas investigações.
O Ministério das Relações Exteriores informou, por meio do Consulado-Geral do Brasil em Marselha, que acompanha o caso e presta assistência consular aos familiares da adolescente.


























