A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado realizou, nesta terça-feira (13), a votação de seu relatório final em meio a um cenário de forte tensão política no Senado. Poucas horas antes da deliberação, houve alterações na composição do colegiado: o senador Marcos do Val deixou a condição de titular, sendo substituído por Beto Faro (PT). Na mesma movimentação, Sergio Moro foi substituído por Teresa Leitão (PT). As mudanças ocorreram às vésperas da votação e alteraram a configuração política da comissão.
A substituição de membros gerou reações entre parlamentares, especialmente por coincidir com a análise de um relatório considerado sensível, elaborado pelo senador Alessandro Vieira. O documento, com mais de 200 páginas, propõe o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Integrantes da oposição apontaram que a mudança na composição pode ter impacto no resultado da votação, uma vez que ocorreu no momento decisivo da CPI. Já aliados do governo não se manifestaram publicamente sobre eventuais motivações políticas para as substituições.
O episódio ocorre em um contexto de disputa política em torno das investigações conduzidas pela comissão. A alteração na formação do colegiado próximo à votação levantou questionamentos sobre o funcionamento das CPIs e o equilíbrio entre forças políticas em momentos decisivos.



























