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SILÊNCIO FORÇADO

Careca do INSS obrigava funcionários a assinar pacto de silêncio sobre descontos em aposentadorias

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Investigadores da Polícia Federal do Brasil identificaram que funcionários ligados ao lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, eram obrigados a assinar um termo de confidencialidade que impunha sigilo sobre informações internas da empresa e dados de aposentados afetados pelo esquema de descontos indevidos em benefícios.

O documento estabelece que empregados deveriam preservar o segredo sobre qualquer informação obtida no exercício das atividades profissionais por um período de até cinco anos. O material também ressalta que os dados manipulados dentro da empresa eram considerados sensíveis e que eventual divulgação poderia causar prejuízos à organização.

Foto: Metropoles

Contrato 1

Trechos do termo reforçam a exigência de sigilo absoluto sobre informações classificadas como confidenciais às quais os funcionários tivessem acesso durante o trabalho. O compromisso incluía dados operacionais e registros relacionados aos beneficiários atendidos pelo call center.

Foto: Metropoles

Contrato 2

As investigações apontam que o esquema operava por meio da inclusão de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social em associações parceiras que realizavam cobranças diretamente nos benefícios pagos pelo órgão. De acordo com relatos colhidos pela polícia, o próprio Careca do INSS estabelecia metas rigorosas para os atendentes.

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Foto: Metropoles

Contrato 3

Funcionários ouvidos pelos investigadores afirmaram que a expectativa era realizar entre 150 e 200 novos descontos por dia em benefícios previdenciários. A prática teria sido confirmada após análises de sistemas feitas pela Polícia Federal.

Ao avaliar o contrato de confidencialidade, os investigadores destacaram que cláusulas desse tipo não impedem a colaboração com autoridades em investigações criminais. Pela legislação brasileira, acordos de sigilo não podem se sobrepor ao dever legal de fornecer informações em processos policiais ou judiciais.

Foto: Metropoles

Contrato 4

No avanço das apurações, autoridades também analisam a possibilidade de uma eventual colaboração premiada por parte de Antonio Carlos Camilo Antunes. Segundo fontes ligadas à investigação, qualquer negociação dependeria da apresentação de provas concretas que sustentem as declarações oferecidas.

Entre os pontos avaliados pela Polícia Federal está a eventual citação de nomes com relevância política. Investigadores afirmam que, nesses casos, será necessária comprovação material das informações apresentadas, inclusive se surgirem referências a figuras como Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

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Foto: Metropoles

Contrato 5

Nos bastidores da investigação, integrantes da PF avaliam que a permanência do lobista no Complexo Penitenciário da Papuda pode aumentar a pressão para que ele aceite colaborar com as autoridades e forneça detalhes sobre o funcionamento do suposto esquema.

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