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VIOLÊNCIA POLÍTICA DE GÊNERO

Max Russi sai em defesa de Janaina Riva e exige punição exemplar por ataques misóginos

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O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), reagiu com indignação às ofensas sofridas pela deputada Janaina Riva (MDB), alvo de áudios com teor sexual e misógino enviados por um servidor da Prefeitura de Rondonópolis. O caso, que veio à tona após ampla repercussão nas redes sociais, foi classificado como violência política de gênero.

Russi afirmou que o episódio representa mais um reflexo da escalada da violência contra mulheres em Mato Grosso e cobrou uma resposta firme e imediata das autoridades.

“Os índices de violência contra a mulher no nosso estado são alarmantes. Cada caso, seja qual for a dimensão, precisa ser tratado com seriedade. Só com rigor conseguiremos pôr fim a esse tipo de agressão”, declarou.

O parlamentar informou que a Presidência da ALMT acompanha de perto o caso, em articulação com a Procuradoria da Casa e o delegado do Legislativo, que esteve presente durante o registro do boletim de ocorrência.

“Repudiamos veementemente esse tipo de atitude. Nenhuma mulher deve ser exposta a ataques dessa natureza, seja presencialmente ou de forma virtual. Toda mulher merece respeito”, reforçou Max.

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De acordo com o boletim de ocorrência, o servidor Deliandson Milton da Silva, comissionado da Prefeitura de Rondonópolis, é acusado de enviar mensagens e áudios com conteúdo sexual contra Janaina em grupos de WhatsApp. O comportamento gerou revolta entre parlamentares e servidores públicos.

A deputada afirmou que o caso não é apenas uma ofensa pessoal, mas uma tentativa de intimidação política. Ela confirmou que apresentará queixa-crime ao Ministério Público, para que o responsável responda criminalmente.

“Por mais constrangedor que seja, é preciso denunciar. Não podemos aceitar que esse tipo de ataque se repita. Que o meu caso sirva de exemplo para outras mulheres”, declarou Janaina.

Após a repercussão, a Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder) anunciou a exoneração imediata do servidor. Em nota, a estatal destacou que não tolera condutas que violem a dignidade humana e reafirmou seu compromisso com a ética e o respeito.

O caso provocou forte reação política dentro e fora da Assembleia, com manifestações de solidariedade à deputada e pedidos de punição exemplar. Para Max Russi, episódios como esse expõem a urgência de ações concretas de enfrentamento à violência de gênero, especialmente no ambiente público e político.

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“A mulher tem o direito de atuar e opinar sem ser atacada por sua condição de gênero. Respeito e igualdade precisam ser práticas, não apenas discursos”, concluiu o presidente.

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