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Ex-prefeito de Bonfim é suspeito de fraudar licitações e usar empresária como ‘testa de ferro’ em esquema de desvios

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O ex-prefeito de BonfimJoner Chagas, de 51 anos, é investigado pela Polícia Federal suspeito de controlar um esquema de desvio de dinheiro em contratos de obras públicas no município, ao Norte de Roraima. A suspeita é de que ele usava uma empresária como “testa de ferro” para esconder a ligação com os recursos.

🔎 “Testa de ferro” é quem empresta o nome ou documentos para esconder o verdadeiro responsável por um negócio.

Procurado, Joner Chagas disse que está tranquilo, confia na Justiça e vai provar a inocência nos autos do processo. “Ao longo da minha vida pública, sempre pautei minhas ações pelo respeito à lei, transparência e zelo com o recurso público. Tenho certeza que a verdade prevalecerá”, ressaltou.

As investigações apontam que Chagas controlava os contratos de uma construtora e o dinheiro desviado. Ele usava Mariângela Moleta, de 57 anos, sócia da Construtora Prosolo, para esconder que era o verdadeiro beneficiário dos valores. A empresa tem contratos milionários com a prefeitura de Bonfim.

A empresária foi presa em flagrante pela Polícia Federal com mais de R$ 500 mil em espécie, junto com o marido e a filha, na última quarta-feira (1°). As prisões aconteceram após uma denúncia anônima (entenda mais abaixo).

Segundo as investigações, mensagens de texto trocadas em uma rede social apontam que o ex-prefeito dava instruções diretas à empresária sobre a execução de serviços, a movimentação do dinheiro e o controle do fluxo financeiro. O objetivo, de acordo com a PF, era dar aparência legal aos repasses.

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“Ao analisar as conversas de WhatsApp entre MARIANGELA E JONER CHAGAS, verificou-se possivelmente que MARIANGELA estaria atuando como ‘testa de ferro’ de JONER, que exerce papel de controle do contrato, indicando, inclusive, valores e destinatários dos recursos advindos do instrumento”, diz um trecho do inquérito da PF obtido pela Rede Amazônica.

Em setembro, segundo a PF, o ex-prefeito negociou com a empresária o valor de medição de uma obra “provavelmente fictícia” em uma estrada. Chagas ainda indicou um engenheiro civil da prefeitura para validar a medição.

Em outras conversas, a empresária enviou fotos de placas de obras no município para o ex-prefeito verificar se estavam corretas. Para a PF, isso reforça que Joner era quem realmente gerenciava a obra investigada.

g1 procurou a empresária sobre o assunto, e aguarda o retorno.

Além deles, a PF investiga a participação do servidor público Cirilo Francis de King e Campos Júnior, que atuava como pregoeiro e agente de contratação da prefeitura. Ele é responsável por assinar o resultado final do pregão que permitiu pagamentos do município à construtora envolvida no esquema.

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De acordo com as investigações, Cirilo também indicou uma chave Pix para receber valores da empresa. Parte do dinheiro foi transferido para a filha dele. O g1 tenta contato com o servidor.

A construtora tem contratos que somam mais de R$ 50 milhões com a prefeitura de Bonfim. Um deles, de R$ 8,3 milhões, é para manutenção de vicinais. O outro, de R$ 41,9 milhões, também envolve serviços nas áreas.

Procurada, a Prefeitura de Bonfim disse que todos os procedimentos seguiram “rigorosamente os ritos legais, em conformidade com a legislação vigente”. Ressaltou ainda que confia que todos os fatos serão devidamente esclarecidos.

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