Mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, colocam sob novo escrutínio o contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
As conversas constam em um relatório da Polícia Federal cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo.
Em uma das mensagens, Vorcaro afirma que o contrato com o escritório de Viviane era o “mais importante” que possuía. Em outro diálogo, o banqueiro demonstra preocupação com a regularidade dos pagamentos e orienta que uma parcela não poderia sofrer qualquer atraso.
“Não pode atrasar um dia”, teria escrito Vorcaro ao tratar do pagamento.
Na sequência, ao orientar uma funcionária do Banco Master, ele teria afirmado: “Pode pagar sempre, sem nota”.
Em outra ocasião, quando uma nova parcela prevista no contrato seria quitada, Vorcaro orientou que o valor destinado ao escritório não fosse transferido por Pix.
“Não é bom”, respondeu o banqueiro.
As mensagens passaram a integrar o conjunto de informações analisadas pela Polícia Federal no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.
O contrato firmado entre o banco e o escritório de Viviane Barci de Moraes tinha valor total de R$ 131 milhões.
Conforme informações divulgadas pela CNN, o próprio ministro Alexandre de Moraes teria editado o documento antes da assinatura do contrato.
A relação comercial entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro ganhou relevância dentro das investigações diante da proximidade entre Vorcaro e integrantes do Judiciário e das mensagens que indicam contatos diretos entre o banqueiro e Moraes.
A divulgação do relatório ocorre em meio ao avanço das apurações sobre as operações do Banco Master e às suspeitas levantadas a partir das mensagens encontradas nos dispositivos de Vorcaro.
O conteúdo deverá ser analisado pelas autoridades para esclarecer a natureza da relação entre o banqueiro, o escritório de Viviane Barci e o ministro Alexandre de Moraes, além de verificar se houve eventual conflito de interesses ou outras irregularidades.
Até o momento, as informações apresentadas no relatório constituem elementos de investigação e não significam, por si só, comprovação de irregularidade ou crime.



























