O PT não deverá lançar candidatos próprios aos governos dos três estados da região Sul nas eleições deste ano. A estratégia da legenda é priorizar alianças com partidos de esquerda e centro-esquerda para fortalecer os palanques regionais da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
No Rio Grande do Sul, após articulações internas e negociações com aliados, o partido decidiu retirar a pré-candidatura de Edegar Pretto ao Palácio Piratini. O anúncio foi feito pelo próprio Pretto depois de reunião com lideranças do PSB, em Porto Alegre. Com isso, o PT passa a integrar uma frente de esquerda em torno da candidatura de Juliana Brizola, neta do ex-governador Leonel Brizola.
A aliança no estado reúne ainda PSB, PSol, PCdoB, PV e Rede. Pretto afirmou que o grupo passará a atuar de forma unificada. Ele também destacou que o foco principal é a reeleição presidencial. O ex-dirigente da Conab é cotado para compor a chapa como vice.
No Paraná, o PT também apoiará um nome do PDT, o deputado estadual Requião Filho, filho do ex-governador Roberto Requião. A avaliação interna é de que o partido precisa de um palanque competitivo no estado para enfrentar a influência do senador Sergio Moro, aliado de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial.
Já em Santa Catarina, a legenda deve repetir a aliança nacional com o PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin. O nome apoiado será o do empresário e ex-deputado estadual Gelson Merísio, que já disputou o governo estadual em 2018.
As articulações entre PT, PDT e PSB vêm sendo conduzidas desde o ano passado por lideranças como Edinho Silva e Carlos Lupi, com o objetivo de consolidar uma frente ampla no campo progressista.
Apesar dos avanços nos estados do Sul, ainda há impasses em Minas Gerais, considerado estratégico para o cenário nacional. O PT apoia a candidatura do senador Rodrigo Pacheco ao governo estadual, mas o PDT insiste na pré-candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil.
A definição das alianças ocorre em meio ao avanço do calendário eleitoral e à tentativa dos partidos de organizar chapas competitivas contra candidaturas da direita, em uma disputa que deve ter forte impacto na corrida presidencial.

























