O senador e candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), apresentou seu plano de governo para os próximos quatro anos. O documento, com 57 páginas, reúne propostas para diferentes áreas da administração estadual e estabelece como pilares a responsabilidade com os recursos públicos, decisões firmes e presença do governo nas regiões onde a população mais necessita.
Na saúde, uma das principais propostas é realizar um mutirão para reduzir a fila de cirurgias e exames, utilizando a capacidade disponível na rede privada. O plano também prevê a ampliação de teleconsultas, ferramentas digitais para agendamento e uma central de emissão de laudos, além de ações voltadas à saúde mental e ao combate à hanseníase.
Para a área social, Wellington propõe a criação do programa “Mato Grosso Sem Fome”, além de Centros-Dia regionais para idosos e medidas de inclusão produtiva para pessoas com mais de 50 anos.
Na habitação, o candidato defende a utilização de recursos do Fethab para programas habitacionais e regularização fundiária. A proposta também prevê suporte técnico aos municípios para projetos de urbanização, pavimentação e saneamento.
Gestão e contas públicas
O plano prevê um modelo de governo descentralizado, com maior participação dos municípios. Entre as medidas estão a criação do Governo Regional Integrado, orçamento participativo e ampliação da transparência por meio de ferramentas digitais.
Na área fiscal, Wellington afirma que pretende manter o equilíbrio das contas públicas sem elevar impostos. Também propõe digitalizar os processos da Sefaz e criar o programa “Fisco Amigo”, voltado à valorização de contribuintes que mantêm os pagamentos em dia.
Para os servidores estaduais, o documento prevê a regularização da Revisão Geral Anual (RGA) e o estabelecimento de metas de resultados para secretários.
Segurança e proteção às mulheres
Na segurança pública, o candidato defende o reforço do policiamento nas fronteiras e a implantação de um sistema de patrulhamento rural. Para o sistema prisional, a proposta inclui ações de ressocialização por meio do trabalho e uso de tecnologia contra drones.
Wellington também propõe uma Secretaria da Mulher, além da expansão das Salas Lilás e de programas voltados à autonomia financeira de mulheres vítimas de violência.
Educação e infraestrutura
Entre as propostas para a educação estão a alfabetização na idade adequada, ampliação do ensino em tempo integral e inclusão de inteligência artificial no currículo. O plano também prevê escolas cívico-militares e vocacionadas, condicionadas à consulta das comunidades.
Na infraestrutura, o candidato cita a ampliação da pavimentação de rodovias, com destaque para o Corredor Leste-Oeste, além da substituição de pontes de madeira.
O plano também prevê investimentos e articulações para ampliar a participação de Mato Grosso na malha ferroviária, incluindo projetos como FICO, Ferrogrão e Ferrovia de Integração Centro-Oeste, além da modernização do Aeroporto Marechal Rondon.
Turismo e Pantanal
Uma das propostas de maior destaque está no turismo. Wellington pretende ampliar a divulgação de Mato Grosso no exterior e explorar segmentos como turismo de negócios, pesca esportiva e observação de animais.
O plano inclui a criação de estrutura para safári no Pantanal, com foco na observação da fauna e no fortalecimento do turismo ligado ao bioma.
Na área ambiental, o candidato propõe simplificar processos de licenciamento, combater o garimpo ilegal e ampliar iniciativas relacionadas à economia verde e ao mercado de carbono. O documento também cita a política AMAR, voltada ao resgate de animais, e a implementação do Estatuto do Pantanal.
O plano ainda reúne propostas para ciência e tecnologia, agricultura familiar, agronegócio, primeiro emprego, cultura, esporte e fortalecimento da economia de Mato Grosso.























