Com o aval do presidente Lula, ministros e aliados iniciaram uma operação de convencimento para que Jaques Wagner entregue a liderança do governo no Senado. A avaliação no Planalto é que sua permanência no cargo se tornou politicamente insustentável após a nova fase da operação Compliance Zero.
Embora Lula tenha manifestado solidariedade ao aliado em duas conversas telefônicas realizadas após a operação da Polícia Federal, interlocutores afirmam que o presidente espera uma saída voluntária. A estratégia é evitar uma demissão direta e permitir que Wagner alegue a necessidade de concentrar esforços em sua defesa.
Nos bastidores, a expectativa é que a renúncia ocorra até segunda-feira. A preocupação do governo aumentou após entrevista concedida pelo senador, na qual destacou a confiança de Lula e sinalizou que pretendia permanecer no cargo, declaração que foi recebida com desconforto por integrantes do Palácio do Planalto.
Além do impacto administrativo, o governo teme os reflexos eleitorais do caso. Auxiliares de Lula avaliam que as investigações envolvendo Wagner podem enfraquecer os ataques contra Flávio Bolsonaro no escândalo do Banco Master e oferecer à oposição um discurso para tentar equiparar os dois episódios durante a campanha presidencial.


























