Pesquisar
Close this search box.
NÃO É FÁCIL

Presidente do PL vê estilo personalista de Flávia Moretti e aponta dificuldade em alianças

publicidade

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o estilo político da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), tem dificultado a construção de alianças e agravado o desgaste da gestora com a Câmara Municipal. A avaliação foi feita em entrevista à Rádio Cultura, em meio à crise política que envolve o Executivo e o Legislativo do município.

Segundo Ananias, a postura de Flávia é marcada por uma condução personalista, o que, na avaliação dele, interfere na leitura do cenário político e na ampliação da base de governabilidade.

“A princípio, a gente vê que realmente a coisa é muito bem orquestrada, mas a gente vê também que a forma da Flávia é meio personalista”, afirmou.

O dirigente também apontou que a personalidade forte da prefeita acabou dificultando a articulação com outros grupos. Para ele, o estilo austero da gestora contribuiu para os atritos recentes com vereadores.

“Eu acho que ela dificultou, ela mesma, pelo estilo dela, austero, de personalidade forte, atrapalhou ela nessa construção”, disse.

As declarações ocorrem em um momento de tensão política em Várzea Grande. A prefeita e o presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira (MDB), têm trocado críticas públicas, enquanto áudios atribuídos ao vereador Cilco da Cruz Filho (PV) citam possíveis articulações para afastar Flávia do comando da prefeitura.

Leia Também:  Deputados definem pautas de 2025 para a Comissão de Saúde

Na segunda-feira (11), a prefeita reagiu às movimentações e afirmou que adversários tentam promover um “golpe no tapetão” para assumir a gestão sem passar pelas urnas. Ela também desafiou Wanderley a disputar uma eleição municipal caso queira ocupar o cargo.

“Quer ganhar para prefeito, quer ter 68 mil votos igual eu, vai ser prefeito, vai se candidatar para prefeito”, declarou Flávia em entrevista concedida na quinta-feira (7).

A crise também ocorre em paralelo às investigações sobre supostas escutas clandestinas em gabinetes ligados ao grupo da prefeita. A Câmara adiou a sessão ordinária desta terça-feira (12) para a realização de uma varredura técnica conduzida pela Gerência de Contrainteligência da Polícia Civil, após denúncias de dispositivos de captação de áudio em salas de vereadores e no gabinete da própria gestora.

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade