O apelido dado pela população ao Parque Novo Mato Grosso ganha um novo capítulo: um aditivo de quase 24% no contrato de som que escancara falhas de planejamento e falta de zelo com o dinheiro público.
O bolso do contribuinte mato-grossense sentiu o golpe com a publicação do 1º Termo Aditivo ao contrato nº 166/2025. A gestão da MT PAR autorizou um repasse extra de R$ 1.662.194,50 para a empresa MSK Indústria e Comércio, sob a justificativa de “alterações qualitativas”. O reajuste representa uma explosão de 23,88% no valor original, ficando a uma fração mínima do limite de 25% estabelecido pela legislação. O aumento estratosférico reforça a fama do local como “Parque dos Bilionários”, onde o orçamento parece ser tão elástico quanto as justificativas técnicas.
A manobra financeira para incluir estruturas metálicas e equipamentos extras de sonorização escancara uma falha gritante de planejamento. Ao alegar a necessidade de “adequar o objeto” apenas agora, o governo admite que o projeto inicial foi incapaz de prever itens básicos de suporte, empurrando para o cidadão a conta de uma revisão que beira o teto legal. Esse tipo de “ajuste” de última hora é um velho conhecido da administração pública para inflar custos sem a necessidade de uma nova licitação, alimentando o ceticismo sobre a real necessidade de tanto investimento em um projeto já marcado pela ostentação.
Assinado pelo Diretor Presidente Wener Klesley dos Santos, o aditivo drena recursos de diversas fontes orçamentárias em um momento em que a eficiência dos gastos públicos é amplamente questionada. Enquanto o som fica mais alto e caro na obra, o silêncio sobre a economicidade dessa variação de quase um quarto do valor total gera indignação. A transparência do Estado agora é posta à prova, restando saber se o serviço entregue justificará o salto milionário ou se o apelido de “Parque dos Bilionários” deixará de ser apenas uma brincadeira para se tornar um fato contábil amargo para o povo.


























