A deputada federal Gisela Simona (União Brasil) foi escolhida para ocupar a vaga de vice na chapa liderada pelo governador Otaviano Pivetta (Republicanos). A definição ocorre após uma rápida reconfiguração política no grupo governista e mantém o União Brasil na composição majoritária.
A mudança acontece poucas horas depois de o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) confirmar que não seguirá como candidato a vice-governador e que voltará seus esforços para a disputa pela reeleição à Câmara dos Deputados.
A saída de Garcia ocorreu em meio aos desdobramentos da Operação Heritage, da Polícia Federal. Medidas cautelares determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), impediram a comunicação direta entre Garcia, o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e o ex-chefe da Casa Civil Mauro Carvalho.
As restrições atingiram diretamente a articulação política do grupo. Diante da impossibilidade de diálogo entre alguns de seus principais integrantes, Mendes teria dado liberdade a Pivetta para conduzir a definição do novo nome para a vice, abrindo caminho para a escolha de Gisela Simona.
A Operação Heritage apura um suposto esquema envolvendo cerca de R$ 308 milhões relacionados a pagamentos decorrentes de acordo com a operadora de telefonia Oi. O avanço da investigação provocou uma série de repercussões políticas e administrativas, incluindo a reorganização da chapa governista.
Escolha preserva espaço do União Brasil
Ao optar por Gisela, Pivetta mantém o União Brasil na vaga de vice e evita uma ruptura imediata na composição partidária construída pelo grupo. A escolha também coloca na chapa uma parlamentar que não aparece relacionada aos fatos investigados na Operação Heritage.
Advogada e servidora pública de carreira, Gisela Simona Viana de Souza ganhou projeção em Mato Grosso principalmente por sua atuação na defesa do consumidor. Ela comandou o Procon-MT durante nove anos e posteriormente ampliou sua presença no cenário político estadual.
Em 2020, Gisela disputou a Prefeitura de Cuiabá, consolidando seu nome no eleitorado da Capital. Dois anos depois, concorreu à Câmara dos Deputados pelo União Brasil e chegou ao mandato de deputada federal.A entrada da parlamentar também reforça a presença feminina na chapa e acrescenta ao projeto eleitoral de Pivetta um nome com histórico político fortemente ligado à Grande Cuiabá.
Com a definição, o grupo governista busca encerrar rapidamente o impasse provocado pela desistência de Fábio Garcia e reorganizar sua estratégia eleitoral após os efeitos políticos da Operação Heritage. A escolha de Gisela preserva a aliança com o União Brasil e dá a Pivetta uma nova configuração para seguir na disputa pelo comando do Palácio Paiaguás.

























