O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Max Russi (PSB), rebateu nesta quarta-feira (4) as falas do governador Mauro Mendes (União), que classificou a CPI da Saúde instalada na Casa como uma “manobra política” em ano eleitoral.
“É legítimo isso, a gente tem que respeitar o trabalho dele, a crítica dele, como ele tem que respeitar o trabalho nosso da Assembleia. Nós estamos fazendo o nosso papel enquanto Poder Legislativo”, afirmou.
Sobre a motivação eleitoral apontada por Mendes, Russi disse que não acredita nisso. “Ele acaba talvez fazendo essa colocação pelo período, acho que está saindo do governo, é um período eleitoral”.
A CPI foi instalada para apurar irregularidades em licitações da Secretaria de Estado de Saúde entre 2019 e 2023. O processo foi marcado por polêmica: o autor do pedido, Wilson Santos (PSD), tentou criar a comissão em 2023, mas não conseguiu assinaturas suficientes. Agora, com novos apoios, reativou a proposta, o que gerou questionamentos de ao menos três deputados, que acionaram a Procuradoria da ALMT. O parecer foi favorável à instalação.
Max reforçou que não participará dos trabalhos e que a condução cabe ao presidente do colegiado, Wilson Santos. “O presidente da Assembleia não participa de nenhuma etapa dessa CPI”, pontuou.
A comissão terá a maioria de membros alinhados ao governo Mauro.
Membros titulares:
Dilmar Dal Bosco (União) – líder do governo Mauro na AL
Beto Dois a Um (União) – vice-líder do governo Mauro na AL
Chico Guarnieri (PRD) – alinhado ao governo Mauro
Janaina Riva (MDB) – oposição
Membros suplentes:
Carlos Avallone (PSDB) – alinhado ao governo Mauro
Paulo Araújo (PP) – alinhado ao governo Mauro
Lúdio Cabral (PT) – oposição ao governo Mauro
Dr. Eugênio (PSB) – alinhado ao governo Mauro
Thiago Silva (MDB) – alinhado ao governo Mauro

























