Pesquisar
Close this search box.
"PENDURICALHOS"

Chefe do MPMS recebe R$ 4,7 mil em diárias para defender supersalários em Brasília

publicidade

O Procurador-Geral de Justiça de Mato Grosso do Sul (MPMS), Romão Ávila Milhan Júnior, foi a Brasília no final de 2024 para pressionar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2024, que visa limitar a criação de “penduricalhos” e, consequentemente, impedir o pagamento de supersalários aos membros do Ministério Público. O PGJ recebeu R$ 4.766,12 em diárias para essa viagem, a qual foi justificada como uma “reunião para tratar de assuntos institucionais” relacionados à proposta que visa restringir o pagamento de benefícios extras.

Romão, junto com o assessor especial Leonardo Dumont Palmerston, que recebeu R$ 2.829,90 em diárias, e o ex-chefe do MPMS, Alexandre Magno Benites Lacerda, esteve em Brasília para tentar influenciar a votação da PEC, que limita o poder dos órgãos autônomos, como o MPMS, de criarem benefícios financeiros extras aos seus membros. Em uma publicação oficial, o MPMS defendeu que a proposta poderia prejudicar a continuidade e a qualidade dos serviços públicos, além de desestruturar as carreiras no setor.

A PEC, agora aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional, propõe que somente leis complementares federais possam criar verbas extras para servidores, excluindo a possibilidade de os próprios órgãos autônomos como o MPMS decidirem sozinhos sobre penduricalhos. Isso impõe um controle maior sobre o teto salarial do funcionalismo público, que atualmente é de R$ 46.366,19.

Leia Também:  Projeto Onça Pintada leva prevenção ao câncer de mama para mais de 60 mulheres com apoio do vereador Herculano Borges

Além disso, um levantamento recente revelou que membros do MPMS frequentemente recebem salários muito acima do teto, como o caso de um promotor que recebeu R$ 181,5 mil em agosto de 2024. A gestão de Romão também está envolvida na criação de novos “penduricalhos”, como o adicional para “serviços de natureza extraordinária”, aprovado recentemente pelo Conselho de Procuradores.

Apesar dos esforços do MPMS para derrubar a PEC, ela foi aprovada, com a previsão de que somente verbas indenizatórias poderão superar o teto salarial, desde que estejam previstas em lei complementar nacional, impactando diretamente a criação de benefícios extras nos órgãos autônomos. O MPMS ainda não se pronunciou oficialmente sobre as diárias recebidas por Romão.

 

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade