Pesquisar
Close this search box.
RELACIONAMENTO

Mulher apontada como pivô da morte de cabo da PM ainda não foi localizada pela polícia

publicidade

A mulher apontada pela Polícia Civil como o possível motivo do assassinato do cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 31 anos, ainda não foi localizada para prestar depoimento à Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Ela é apontada pela investigação como a companheira de Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, preso em flagrante após executar o policial durante uma aula de artes marciais em Várzea Grande.

De acordo com o delegado Rogério Gomes, responsável pelo caso, a mulher será ouvida no decorrer do inquérito. Segundo as investigações, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com a vítima há aproximadamente dois anos, fato que, até o momento, é apontado como a principal motivação do crime.

“Ela ainda não foi localizada, mas será ouvida durante a fase do inquérito”, afirmou o delegado durante entrevista coletiva.

Conforme a Polícia Civil, Jonathan invadiu o local onde Renato ministrava aulas em um projeto social no bairro Cristo Rei, na noite de terça-feira (4), e efetuou cerca de dez disparos de revólver. Seis tiros atingiram o policial, principalmente na região do tronco. A vítima chegou a ser socorrida, mas morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cristo Rei.

Leia Também:  Operação desarticula grupo criminoso envolvido em fraude em licitações

Durante o interrogatório, o autor permaneceu em silêncio e não apresentou versão sobre o homicídio.

As investigações apontam que Jonathan já demonstrava insatisfação com o suposto relacionamento entre sua esposa e o policial. Em março deste ano, ele registrou um boletim de ocorrência relatando a situação e afirmando que pretendia se resguardar. Dias antes do crime, também procurou a esposa da vítima para informar sobre a suposta traição.

Segundo o delegado, testemunhas confirmaram que o relacionamento entre a mulher e o policial existia havia cerca de dois anos e que Jonathan chegou a procurar Renato anteriormente. A Polícia Civil informou que, até o momento, não foram encontrados antecedentes criminais em nome de Jonathan.

“Foi feita uma pesquisa preliminar e não foi localizada nenhuma passagem criminal envolvendo o Jonathan”, disse Rogério Borges.

O suspeito foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, inicialmente pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Outras qualificadoras ainda poderão ser incluídas durante o andamento do inquérito.

O delegado também revelou que uma das pessoas que ajudou a imobilizar Jonathan acabou ferida durante a ação.

Leia Também:  Alvo de fraude em MT, grupo familiar soma mais de R$ 100 milhões em contratos em MS

Além do revólver utilizado na execução, o autor também portava uma faca. Ao ser desarmado por pessoas que estavam no local, uma delas sofreu ferimentos leves.

“Foi uma das pessoas que interveio para desarmar o suspeito e ficou levemente lesionada, porque ele também portava uma faca, além da arma de fogo”, explicou o delegado.

A arma utilizada no crime será submetida à perícia e passará por exame de confronto balístico. A Polícia Civil continua ouvindo testemunhas e realizando diligências para esclarecer completamente a dinâmica da execução e concluir o inquérito.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade