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EXTRACONJUGAL

Antes de matar PM, assassino registrou B.O e avisou esposa da vítima sobre traição

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Antes de matar a tiros o cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 31 anos, durante uma aula de artes marciais em Várzea Grande, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, registrou um boletim de ocorrência contra o militar e procurou a esposa da vítima para relatar um suposto relacionamento extraconjugal. As informações foram divulgadas na mahã desta quarta-feira (5) pelo delegado Rogério Borges, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação do caso.

Segundo o delegado, o crime teria sido motivado por uma questão passional. Jonathan acreditava que a vítima mantinha um relacionamento com sua esposa, situação que, conforme os levantamentos iniciais, teria se estendido por cerca de dois anos. “Tudo indica que a vítima estaria tendo um envolvimento amoroso com a esposa do suspeito. Há informações de uma testemunha de que ele teria procurado a vítima dias antes e várias informações apontam que o suspeito estaria dando sinais de descontentamento com esse possível envolvimento amoroso”, afirmou o delegado.

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O suspeito registrou um boletim de ocorrência em março deste ano, relatando a situação e pedindo providências às autoridades. O documento foi anexado ao inquérito e é considerado uma das peças importantes para esclarecer a motivação do homicídio.

Ainda conforme a investigação, dias antes do crime, Jonathan entrou em contato com a esposa do policial para informar sobre o suposto envolvimento entre Renato e sua companheira. “Segundo ele, esse boletim era para se resguardar, como consta no próprio registro. É uma peça importante para a investigação. Todas as informações apontam que esse relacionamento durava em torno de dois anos”, explicou Rogério Borges.

“Ele fez contato com a esposa da vítima recentemente, dois ou três dias antes. Isso foi confirmado por ela, para informar: ‘o seu marido está se envolvendo com a minha mulher’”, relatou o delegado.

Renato Aragão foi morto enquanto ministrava aulas em um projeto social desenvolvido pelo 25º Batalhão da Polícia Militar, em um espaço localizado no bairro Baía Grande, em Várzea Grande.

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De acordo com a DHPP, Jonathan chegou ao local armado com um revólver e efetuou diversos disparos contra o policial. A vítima foi atingida por seis tiros e morreu após ser socorrida.

Após o ataque, o homem foi contido por alunos e populares que estavam no local até a chegada da Polícia Militar, que efetuou a prisão em flagrante. Ele foi encaminhado à DHPP, onde permaneceu em silêncio durante o interrogatório.

A Polícia Civil segue com a investigação para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a dinâmica da ação e eventuais novas circunstâncias que possam surgir no inquérito.

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