Mato Grosso já possui cerca de 38 mil pessoas cadastradas em um sistema de acompanhamento de autores de violência doméstica. A ferramenta utiliza informações de ocorrências policiais para estabelecer níveis de risco e orientar ações preventivas das forças de segurança.
O monitoramento é realizado por meio do Painel de Monitoramento Hierárquico de Agressores (PEMHA), que analisa o histórico de cada envolvido. Entre os critérios considerados estão a quantidade de denúncias, os tipos de ameaças relatadas e a ocorrência de violência física ou psicológica.
A partir dos dados reunidos, os casos recebem uma classificação. Com isso, equipes da Polícia Militar podem direcionar o trabalho para situações consideradas mais preocupantes e realizar abordagens preventivas. A proposta é agir antes que a violência se agrave ou resulte em crimes mais graves.
Uma das estratégias previstas é a realização de visitas aos homens identificados pelo sistema. Durante essas ações, os policiais informam que o comportamento está sendo acompanhado e explicam as possíveis consequências legais caso novas agressões sejam registradas.
A secretária de Estado de Segurança Pública, coronel Susane Tamanho, explica que o cruzamento das informações também ajuda a perceber comportamentos repetitivos. Um homem que acumula denúncias envolvendo diferentes mulheres, por exemplo, pode ser identificado como alguém que representa maior risco.
Apesar do avanço no monitoramento, a Sesp alerta que nem sempre um feminicídio é precedido por registros policiais. Em algumas situações, o agressor não possui histórico conhecido ou a vítima nunca chegou a denunciar a violência. Por isso, a orientação é que mulheres em situação de risco procurem as autoridades para que o Estado possa atuar e oferecer proteção.


























