O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou por negar recursos e manter a prisão preventiva de Andreson de Oliveira Gonçalves em unidade federal de segurança máxima. A análise ocorre em sessão virtual iniciada nesta sexta-feira (6), com previsão de encerramento no dia 13 de fevereiro.
Andreson é investigado por suposta atuação central em esquema de venda de decisões judiciais e repasse de informações sigilosas em tribunais do país. Em julho de 2025, ele havia conseguido autorização para cumprir prisão domiciliar por razões humanitárias, após laudo do Instituto Médico Legal apontar perda acentuada de peso e risco de morte em razão de doença grave.
Contudo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) contestou o benefício com base em novas perícias da Polícia Federal e gravações ambientais. Segundo relatório atualizado, o investigado apresentou melhora espontânea e ganhou 13,5 quilos em apenas três meses de domiciliar, sem ter buscado tratamento específico para a enfermidade que fundamentou o pedido.
A perícia apontou indícios de “metassimulação”, quando o paciente exagera sintomas de problema real para obter benefício secundário — no caso, a prisão domiciliar. Durante exames neurológicos, ele teria apresentado respostas incompatíveis com padrões médicos ao alegar não sentir estímulos térmicos e dolorosos.
Zanin também destacou suposto descumprimento de regras impostas, como a ausência em unidade responsável pelo ajuste da tornozeleira eletrônica, apesar da alegação de urgência no pedido judicial.
A defesa buscou ainda reverter a transferência do investigado para o Presídio Federal de Brasília, argumentando inexistência de ameaças e disponibilidade de unidades em Mato Grosso. O ministro, contudo, lembrou que o próprio investigado já havia relatado riscos à vida no sistema estadual devido à atuação de organizações criminosas.
O julgamento aguarda os votos dos demais integrantes da Primeira Turma do STF.





























