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Governo brasileiro recebe 80 repatriados vindos dos Estados Unidos com atendimento humanizado

Recepção incluiu entrega de kits de higiene, alimentação, apoio psicossocial e orientações para acesso a serviços públicos essenciais (Foto: Raul Lansky/MDHC)

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O Governo Federal realizou, nesta sexta-feira (25), a recepção de mais um voo com cidadãos brasileiros repatriados dos Estados Unidos. A ação faz parte da operação interministerial coordenada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC). No total, 80 pessoas chegaram ao Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza (CE), por volta das 9h30. Em seguida, 70 repatriados seguiram em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) até o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado no município de Confins (MG), por volta de 17h.

Agora, o Brasil já contabiliza 612 repatriados entre os meses de fevereiro e abril deste ano, acolhidos em operações organizadas pelo Governo Federal, com foco no retorno seguro de brasileiros em situação de vulnerabilidade no exterior, principalmente nos Estados Unidos.

O acolhimento dos repatriados, nesta sexta-feira, contou com estrutura humanizada, por meio do apoio da Polícia Federal, da Defensoria Pública da União, dos ministérios da Saúde (MS), Justiça e Segurança Pública (MJSP), Relações Exteriores (MRE), Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e Defesa. Além dos governos estaduais do Ceará e de Minas Gerais, e das concessionárias Fraport Brasil e BH Airport, que administram os aeroportos utilizados na operação. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) também participou do trabalho, com a disponibilização de passagens terrestres para que os repatriados possam retornar às suas cidades de origem.

“Esse acolhimento com garantia de direitos é fundamental para quem está recomeçando a vida no país. O Brasil é dos brasileiros e aqui todos serão tratados com dignidade e muito respeito”, declarou o secretário Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Bruno Teixeira.

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Pessoas em situação de vulnerabilidade recebem acompanhamento especializado (Foto: Raul Lansky/MDHC)
Pessoas em situação de vulnerabilidade recebem acompanhamento especializado (Foto: Raul Lansky/MDHC)

Acolhimento

A recepção incluiu a entrega de kits de higiene, alimentação, apoio psicossocial e orientações para acesso a serviços públicos essenciais, como o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), Sistema Único de Saúde (SUS), Defensoria Pública da União e atendimento consular. Pessoas em situação de vulnerabilidade, como idosos, pessoas com deficiência e população LGBTQIA+, recebem acompanhamento especializado. Também foi montado um posto de vacinação no local, como medida preventiva, diante de surtos de doenças que foram registrados nos Estados Unidos recentemente.

A coordenadora-geral do Serviço de Situações de Calamidades e Emergências do Sistema Único de Assistência Social do Ministério Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Cíntia Miranda, participou da operação em BH. Ela explicou como é parte da logística. “Eles descem lá em Fortaleza, já encontram uma equipa capacitada, já fazem uma triagem, e vêm em um voo da Força Aérea Brasileira (FAB) aqui para Belo Horizonte onde recebem os últimos encaminhamentos para os seus destinos finais”, afirmou.

Perfil

Do total de repatriados, 466 são homens (76,14%); 130 são mulheres (21,24%); e 13 não tiveram o gênero informado (2,12%) no momento da triagem. A faixa etária mais prevalente é a de 18 a 29 anos (34,31%), seguida de 30 a 39 anos (28,43%) e de 40 a 49 anos (22,55%). A maior parte vem desacompanhada (78,43), e 106 pessoas compunham 41 núcleos familiares diferentes (17,32%).

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Operação tem participação de cinco ministérios, entre outras instituições (Foto: Raul Lansky/MDHC)
Operação tem participação de cinco ministérios, entre outras instituições (Foto: Raul Lansky/MDHC)

Nova chance

Entre os repatriados que chegaram nesta sexta-feira, está Denis da Silveira, de 41 anos, que viveu em Massachusetts. “Chegamos aqui, fomos muito bem acolhidos. Também no avião, fomos muito bem tratados. É um prazer voltar para casa. Lá, eu estava perdido. Graças a Deus, é uma nova oportunidade de vida. É um baque, tudo é diferente, mas estamos começando de novo”, afirmou.

Já Sidmar Salles, de 35 anos, viveu por três anos e meio nos Estados Unidos. “Fui muito bem recebido aqui pelo acolhimento. Foi muito humano. Que Deus abençoe a vida de cada um que está trabalhando nessa recepção. Estamos de volta com fé em Deus, para continuar a vida e reencontrar nossos familiares”, declarou.

Natural de Ouro Preto do Oeste (RO), Jenerson dos Santos Ferreira ficou 40 dias preso nos Estados Unidos. Ele relatou que planeja retornar à cidade natal e matar a saudade dos pais. “Já providenciaram a passagem para a gente e, ainda hoje, eu vou para a minha cidade”.

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Texto: D.V. e E.G.

Edição: L.M.

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Fonte: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania

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