O bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da Rede Record, realizou um aporte de aproximadamente R$ 1,5 bilhão no Banco Digimais com o objetivo de reduzir o déficit financeiro da instituição e facilitar sua venda. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (20).
Segundo as informações, a capitalização tem como finalidade reorganizar o balanço do banco e tornar a instituição mais atrativa para investidores interessados na aquisição. Entre os possíveis compradores estariam o BTG Pactual e o Banco Safra, embora ainda não haja anúncio oficial sobre a conclusão de qualquer negociação.
O aporte ocorre em um momento delicado para o Digimais. Em junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Miragem, que investiga suspeitas de manipulação de ativos e registros contábeis para ocultar uma suposta situação de insolvência da instituição financeira.
De acordo com as investigações, a PF aponta que o banco teria adotado práticas semelhantes às identificadas no extinto Banco Master, incluindo a superavaliação de ativos e a oferta de certificados de depósito bancário (CDBs) com rentabilidades acima da média de mercado para ampliar a captação de recursos. Os investigadores sustentam que essas operações teriam servido para mascarar a deterioração da carteira de crédito da instituição.
As apurações também revelaram conexões entre o Digimais e o Banco Master. Em 2025, uma tentativa de compra do banco por um ex-executivo do Master chegou a ser anunciada, mas acabou vetada pelo Banco Central.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre o valor de uma eventual venda do Digimais nem sobre o formato da negociação com os interessados. Enquanto isso, o banco segue funcionando normalmente, ao mesmo tempo em que enfrenta o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.


























