Um dos investigados pela operação “Rejeito”, da Polícia Federal, o ex-presidente da Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) Rodrigo Gonçalves Franco foi exonerado do cargo poucos dias antes da ação que mira organização criminosa responsável por crimes ambientais, lavagem de dinheiro e corrupção. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), publicou o desligamento de Franco no Diário Oficial do estado no último sábado (13/9).
A Polícia Federal cumpre, nesta quarta-feira (17/9) em Belo Horizonte, 79 mandados de busca e apreensão, 22 mandados de prisão preventiva, afastamento de servidores públicos, bloqueio/sequestro de ativos no valor de R$ 1,5 bilhão e suspensão das atividades das empresas envolvidas na organização. Um dos locais de busca é a Cidade Administrativa de Minas Gerais, sede do Governo de Minas.
De acordo com a PF, o grupo investigado teria corrompido servidores públicos em diversos órgãos estaduais e federais de fiscalização e controle na área ambiental e de mineração para obter autorizações e licenças ambientais fraudulentas. Essas autorizações eram utilizadas para usurpar e explorar irregularmente minério de ferro em larga escala, incluindo locais tombados e próximos a áreas de preservação, com graves consequências ambientais e elevado risco de desastres sociais e humanos.
Rodrigo Franco estava no comando da Feam desde novembro do ano passado, quando sua indicação foi aprovada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Ele é acusado por favorecer os interesses do grupo investigado, tendo exercido influência direta sobre processos de licenciamento ambiental. Franco também teria participado de tratativas diretas com o grupo, cobrando e recebendo vantagens indevidas, como pagamentos mensais em espécie.
O Governo de Minas foi procurado para comentar sobre a operação da Polícia Federal. Tão logo haja um retorno, esta publicação será atualizada. O espaço segue aberto.





























