“Caótica, indigna e perigosa”, denunciou nesta quarta-feira o chefe da agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos, em Tóquio. Philippe Lazzarini fazia referência ao novo modelo de ajuda humanitária promovido por Israel e pelos Estados Unidos, que consiste em delegar a distribuição da ajuda a uma empresa privada, sublinhando que se trata de “uma distração das atrocidades”.
Na terça-feira, 27 de Maio, a distribuição de ajuda humanitária transformou-se num caos em Rafah, no sul da Faixa de Gaza, quando milhares de palestinianos correram para o local. De acordo com as Nações Unidas, “cerca de 47 pessoas ficaram feridas” depois do exército israelita ter começado a disparar sobre a multidão.
Por seu lado, o exército israelita nega ter aberto fogo contra a multidão, acrescentando que os soldados israelitas “realizaram tiros de advertência para o ar, na área exterior” do centro, mas que “em nenhum caso dispararam contra pessoas”.
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, explicou que “houve uma perda momentânea de controlo” no ponto de distribuição, acrescentando que “felizmente, conseguimos controlá-lo”.
A ONU e outros grupos humanitários recusaram-se a participar neste sistema de ajuda, alegando que ele viola os princípios humanitários.





























