A senadora Margareth Buzetti (PP-MT) se despediu do Senado Federal nesta terça-feira (30), após quase três anos de mandato. Ela assumiu a cadeira em 2023 como primeira-suplente do então senador Carlos Fávaro, atual ministro da Agricultura, e agora passa o cargo para José Lacerda (PSD-MT), segundo-suplente da chapa.
Em seu discurso, Buzetti fez um balanço das principais conquistas no período em que esteve no Parlamento. Entre os projetos de sua autoria que se tornaram lei estão o reconhecimento do feminicídio como crime autônomo, com penas mais severas; a criação do Cadastro Nacional de Pedófilos e Estupradores; e o direito à reconstrução mamária para mulheres submetidas a mutilações.
A senadora afirmou que seu mandato foi marcado por coragem e determinação, sem espaço para omissões. “Foi um trabalho que não conheceu a preguiça, não se curvou à covardia e nunca abriu mão da entrega”, destacou.
Margareth reforçou ainda seu compromisso com Mato Grosso, afirmando que pretende intensificar visitas ao estado e manter contato próximo com a população. “Quero ouvir mais pessoas e contribuir ainda mais para o desenvolvimento do nosso estado”, disse.
Ela também criticou o cenário de polarização política no país. Para Buzetti, o Brasil precisa de menos embates ideológicos e mais resultados concretos. “Polarização não reduz desemprego, não abaixa juros e não melhora a vida de ninguém”, afirmou.
Durante a despedida, recebeu apartes de senadores de diferentes partidos e regiões, que ressaltaram sua postura firme, ética e de diálogo. A pluralidade de manifestações evidenciou o respeito conquistado dentro da Casa.
Emocionada, Margareth agradeceu à família, aos servidores do Senado e à sua equipe de trabalho. Segundo ela, todas as conquistas foram fruto de esforço coletivo e dedicação ao estado e ao país.
Com o encerramento do mandato, Buzetti deixa um legado legislativo voltado especialmente à proteção das mulheres e ao fortalecimento da justiça no Brasil.





























