Ana Paula Meridiane, mãe da adolescente Emilly Azevedo Sena, de 16 anos, brutalmente assassinada e com o bebê retirado de seu ventre, fez um apelo emocionado por justiça nesta terça-feira (18), na Câmara de Cuiabá. Em seu pronunciamento, ela afirmou não acreditar que Nataly Hellen Martins Pereira, de 25 anos, única presa pelo crime, tenha agido sozinha.
“Que a justiça seja feita! O que fizeram com a minha filha não se faz nem com um animal! Gostaria muito que os culpados fossem punidos, porque eles têm que pagar! Isso não pode ficar assim. Quantas mães terão que chorar por monstros como esses? Minha filha sonhava em cuidar da Liara (recém-nascida roubada), estava montando o enxoval e fazendo planos que foram interrompidos. O que fizeram com ela não pode ter sido obra de uma única pessoa,” declarou Ana Paula.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini, acompanhou a mãe de Emilly durante a Tribuna Livre da Câmara e pediu respeito à família neste momento de dor. Ele destacou que há pontos de apoio na Câmara Municipal e na Secretaria da Mulher para arrecadação de leite, fraldas e outros itens para a família da vítima e para outras mães em situação de vulnerabilidade.
“O foco aqui é pedir justiça para que esse caso seja esclarecido e que a família possa ter segurança. A Secretaria de Assistência Social, a Secretaria da Mulher e a Segurança Pública estão prestando apoio. O mais importante agora é que os culpados sejam punidos com todo o rigor da lei,” afirmou Brunini.
O prefeito também anunciou que no sábado (22), às 15h, no Parque das Águas, haverá uma manifestação pedindo justiça por Emilly e por todas as mulheres vítimas de feminicídio em Mato Grosso.
O crime brutal
Emilly Azevedo, grávida de oito meses, saiu de casa em Várzea Grande para buscar doações de roupas em Cuiabá e nunca mais voltou. Horas depois, Nataly Hellen Martins Pereira apareceu em um hospital com um bebê recém-nascido, alegando que havia dado à luz em casa.
No entanto, exames revelaram que Nataly nunca esteve grávida, pois não apresentava sinais de parto recente. Após ser presa, confessou o crime, afirmando que planejou o assassinato por dias e que cavou a cova um dia antes do encontro com Emilly.
As investigações continuam para apurar se outras pessoas estão envolvidas no crime. Na quarta-feira (19), Ana Paula também fará um pronunciamento na Assembleia Legislativa, onde buscará apoio dos deputados para que a justiça seja feita.





























