A Justiça de Cuiabá determinou que a União Cuiabana de Associação de Moradores de Bairros (UCAMB) apresente, em até 10 dias, documentos que comprovem se a vice-presidente do Jardim Renascer, Joselina Ferreira, reside ou possui imóvel na comunidade. A ordem foi dada pela juíza Ana Cristina Silva Mendes, da 4ª Vara Cível.
O pedido foi apresentado pela chapa derrotada nas eleições de 2023, que aponta irregularidade na sucessão da diretoria. Segundo o grupo, Joselina não mora no bairro e, portanto, não atenderia ao critério básico previsto no estatuto da associação para ocupar o cargo.
A disputa ganhou força após o presidente eleito, José Carlos da Silva, ser impedido de assumir por estar preso devido aos atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Com isso, a presidência foi assumida liminarmente por Valdeth Rosa de Castro Simini, mas a UCAMB reconhece a vice-presidente como sucessora natural.
Ao analisar o caso, a juíza destacou que a entidade não negou a existência dos documentos pedidos e tampouco apresentou justificativa para não encaminhá-los. Conforme a decisão, a comprovação de vínculo com o bairro é essencial para esclarecer eventuais irregularidades na ocupação do cargo.
Com os documentos, a chapa derrotada poderá mover nova ação contestando oficialmente a posse de Joselina. Enquanto isso, o processo segue em andamento, incluindo o histórico judicial de José Carlos, condenado pelo STF pelos danos causados durante os atos antidemocráticos de 2023.



























