Após quase um ano foragido, o homem apontado como responsável pela execução do sargento da Polícia Militar Odenil Alves Pedroso foi localizado e preso no Rio de Janeiro. Integrante do Comando Vermelho, Raffael Amorim de Brito foi capturado nesta quarta-feira (7) durante uma operação conjunta do Gaeco com a Polícia Militar fluminense, encerrando uma caçada que mobilizou forças de segurança de diferentes estados.
As investigações indicam que Raffael estava escondido em áreas dominadas pela facção criminosa e circulava com a convicção de que jamais seria preso. A sensação de impunidade ficou evidente quando ele chegou a zombar de um policial militar de Mato Grosso, após ter seu nome divulgado na lista dos criminosos mais procurados do estado.
Por meio de mensagens diretas no Instagram, o faccionado enviou recados ao soldado Harlon Vargas, lotado em Sinop, ironizando a publicação. Em tom de deboche, afirmou que o policial poderia apagar a imagem, pois ele nunca seria capturado. Após a prisão, o militar divulgou o conteúdo da conversa e comentou o desfecho da operação.
Raffael foi encontrado dentro de um Toyota Corolla, acompanhado de outro suspeito. Segundo as autoridades, a dupla se deslocava pela capital carioca com indícios de que estaria a caminho de cometer novos crimes.
Considerado um dos criminosos mais procurados de Mato Grosso, Raffael tinha recompensa de R$ 10 mil por informações que levassem à sua captura. Além do homicídio do sargento, ele responde por outros delitos, como roubo, corrupção de menores, estupro e associação criminosa.
Relembre o crime
O sargento Odenil Alves Pedroso foi baleado na noite de 28 de maio de 2024, em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, em Cuiabá. Ele realizava um serviço extra quando foi surpreendido pelo atirador.
De acordo com a investigação, o criminoso chegou em uma motocicleta, se aproximou da vítima e efetuou disparos à queima-roupa, atingindo principalmente a região da cabeça. Em seguida, fugiu levando a arma do policial.
Odenil foi socorrido em estado grave, encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá e passou por cirurgia, mas não resistiu. Integrante do 3º Batalhão da Polícia Militar, ele servia à corporação desde 1998.

























