O ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis será julgado nesta quinta-feira (25), às 9h, no Fórum de Cuiabá, pelo assassinato da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, de 48 anos. O crime ocorreu em agosto de 2023 e chocou Mato Grosso pela brutalidade.
A pedido da família da vítima, o julgamento será realizado a portas fechadas, sem acesso da imprensa ou do público.
De acordo com as investigações, Cristiane foi morta após resistir a uma relação sexual forçada. O acusado a agrediu violentamente e a matou por asfixia. Para tentar encobrir o crime, abandonou o corpo no Parque das Águas, dentro do carro da própria vítima.
A perícia constatou lesões graves na cabeça, hematomas no rosto, marcas de violência sexual e sinais de asfixia por compressão. A suspeita é de que o agressor tenha usado um travesseiro para sufocar a advogada.
Antes do crime, os dois haviam se encontrado em um bar próximo à Arena Pantanal e seguiram para a casa do ex-PM, no bairro Santa Amália, onde a vítima foi morta.
Além de feminicídio qualificado, Almir responderá por estupro e fraude processual, já que tentou apagar vestígios usando creolina e sabão em pó no local do crime.
A defesa, feita pela Defensoria Pública, chegou a pedir absolvição do réu com base em um laudo psiquiátrico de 2016 que apontava esquizofrenia crônica. O Ministério Público contestou, alegando que ele estava plenamente consciente de seus atos no momento do assassinato.





























