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ENTENDA

DEU NO UOL: ação de pedro taques expõe filho do governador, aliados do poder e fundo do banco master em acordo escandaloso de r$ 308 milhões com a oi

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O ex-governador Pedro Taques ingressou com Ação Popular na Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá pedindo a anulação do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a Oi S.A., que resultou no pagamento de R$ 308.123.595,50 de dinheiro público. A petição afirma que apenas R$ 80 milhões ficaram com a empresa de telecomunicações, enquanto R$ 228 milhões foram destinados a particulares por meio de uma sofisticada estrutura de fundos financeiros em cascata, operação que o processo descreve como causadora de grave lesão ao erário público. 

Na lista de beneficiários finais apontados na ação aparecem nomes centrais do atual núcleo de poder em Mato Grosso: Luís Antônio Taveira Mendes (Luisinho), filho do governador Mauro Mendes; Hélio Palma de Arruda Neto (Helinho), genro do senador suplente Mauro Carvalho; Fabio Paulino Garcia (Fabinho), deputado federal e filho de Fernando Robério Garcia; e José Aparecido dos Santos (Cidinho), ex-senador. Segundo o documento, os valores provenientes do acordo teriam irrigado empresas controladas ou administradas por esses agentes políticos ou seus familiares, após trânsito por fundos financeiros que dificultam a rastreabilidade dos recursos. 

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Outro ponto sensível revelado na ação é que os principais fundos que receberam o dinheiro são administrados e custodiados pela Master S.A. Corretora, instituição financeira pertencente ao grupo Banco Master, hoje alvo de atenção nacional em outras investigações financeiras. Os fundos Royal Capital, Lotte Word e Coliseu, todos ligados à operação, têm administração formal da Master S.A., conforme registrado na própria petição inicial. 

A ação pede a anulação do acordo, o bloqueio dos valores e responsabilização dos agentes públicos envolvidos na autorização do pagamento. Até o momento, não há decisão judicial sobre o mérito — trata-se de acusação formal submetida ao Judiciário, que deverá produzir prova pericial e decidir sobre a legalidade do acordo.

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