A maioria da bancada federal de Mato Grosso já se posiciona contra o fim da escala 6×1, modelo de trabalho em que o funcionário atua seis dias por semana e descansa apenas um. Pelo menos quatro dos oito deputados do Estado afirmaram rejeitar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que busca reduzir a jornada e garantir mais dias de descanso ao trabalhador.
A proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, está na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Os parlamentares analisam dois textos que seguem apensados: a PEC 8/25, apresentada por Erika Hilton (Psol-SP), e a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). Se a admissibilidade for aprovada, o tema ainda passará por comissão especial antes de eventual votação no plenário.
Entre os membros titulares da CCJ, três deputados de Mato Grosso participam diretamente da análise: Gisela Simona (União), José Medeiros (PL) e Juarez Costa (MDB). Gisela declarou apoio à proposta e afirmou que pretende votar pela admissibilidade, mas defende ajustes para evitar impactos no preço final dos produtos.
Já o grupo mais alinhado ao bolsonarismo na bancada estadual critica duramente a medida. O deputado Nelson Barbudo (PL) classificou a redução da jornada como “aberração” e afirmou que a mudança prejudicaria a economia. Na mesma linha, Coronel Assis (União) disse ser contrário ao texto atual, alegando falta de debate técnico e avaliação dos impactos econômicos e sociais.
O deputado Rodrigo da Zaeli (PL) também prometeu atuar contra a PEC. Segundo ele, a medida não garantiria descanso real, já que trabalhadores poderiam buscar um segundo emprego, além de pressionar os preços e o mercado. Ele defendeu maior flexibilização das leis trabalhistas, nos moldes do sistema dos Estados Unidos.
Por outro lado, o deputado Emanuelzinho (MDB) apoia a proposta e afirma que o fim da escala 6×1 atende a uma demanda social crescente. Ele citou avanços históricos, como férias remuneradas e descanso semanal, que também enfrentaram resistência inicial.
O posicionamento de Juarez Costa ainda não foi confirmado. Já a deputada Coronel Fernanda (PL) evitou declarar voto, alegando que só irá se manifestar após a definição do texto final.




























