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Apoio Estratégico

Blairo Maggi: “Apoio a Bolsonaro é cálculo político, não lealdade”

Blairo Maggi, (ministro da Agricultura) durante entrevista exclusiva ao Poder 360. Brasilia, 03-08-2017. Foto; Sérgio Lima / Poder 360.

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O ex-governador de Mato Grosso e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou que o apoio de políticos de Mato Grosso ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após sua prisão, é uma estratégia eleitoral e não um gesto de lealdade. Durante sua participação no 3º Congresso Cerealista Brasileiro, nesta quarta-feira (26), em Chapada dos Guimarães, Maggi disse que a maioria dos políticos se manifestou em defesa de Bolsonaro para não perder o eleitorado bolsonarista no Estado.

“Quando Bolsonaro foi preso, a grande maioria dos políticos aqui de Mato Grosso se declarou solidária, mas não é uma solidariedade genuína a ele, é à posição política. Eles têm medo de perder votos, e isso é um cálculo político”, declarou o ex-governador.

Segundo Maggi, os prefeitos, vereadores e deputados estaduais que se manifestaram favoráveis a Bolsonaro não estão motivados por afinidade pessoal, mas pela preocupação com o impacto eleitoral. “Se eles não se posicionarem dessa forma, correm o risco de perder a base de apoio que tem, que é uma base bolsonarista muito forte aqui no Estado”, completou.

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A prisão de Bolsonaro, ocorrida no último sábado (22), inicialmente por violação de tornozeleira eletrônica, passou a ser vinculada ao cumprimento de uma pena de 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado. A detenção gerou manifestações políticas e polarização em Mato Grosso, onde o ex-presidente obteve vitória nas eleições de 2018 e 2022.

Maggi também abordou a divisão de opiniões sobre a punição a Bolsonaro, observando que o país está profundamente polarizado sobre o tema. “Há quem acredite que não houve golpe, portanto, não deveria haver punição. Por outro lado, há quem defenda que houve tentativa de golpe e que a punição é necessária. O importante é que a decisão final cabe à Justiça”, afirmou.

Para Maggi, o cenário político após a prisão de Bolsonaro exige uma reorganização da direita. “A direita agora precisa de um novo candidato, precisa de um projeto. Se não fizer isso, vai ficar sem opções e sem força nas próximas eleições”, concluiu.

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