Um episódio constrangedor marcou a passagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) por Sinop, nesta quarta-feira, e colocou o governador em exercício Otaviano Pivetta (Republicanos) no centro de críticas. Durante o evento, Pivetta acabou sendo deslocado do espaço de destaque no palco em meio à disputa por visibilidade, situação que foi interpretada como sinal de fragilidade política.
A movimentação envolveu o ex-deputado federal Nilson Leitão, que buscava se posicionar ao lado de Flávio para fotos e protagonismo. O gesto, ainda que rápido, foi suficiente para causar desconforto entre os presentes e gerar forte repercussão nos bastidores.
Para analistas e lideranças políticas, a cena expôs um problema maior: a dificuldade de Pivetta em se impor como liderança, especialmente em um momento em que tenta se consolidar como nome competitivo ao Governo de Mato Grosso.
Nos bastidores, a avaliação é de que, em política, espaço não é concedido — é ocupado. E quando uma autoridade máxima do Estado perde protagonismo em público, o impacto vai além do simbólico e atinge diretamente sua imagem perante aliados e eleitores.
A repercussão negativa também ganhou força nas redes sociais, onde o episódio foi interpretado como falta de pulso e de comando. Em um cenário pré-eleitoral acirrado, episódios como esse tendem a pesar na construção de uma candidatura.
Aliados próximos tentaram minimizar o ocorrido, classificando como algo pontual. No entanto, o episódio acende um alerta: sem firmeza e articulação, a caminhada rumo ao Palácio Paiaguás pode se tornar muito mais difícil do que o esperado.


























