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Bancada federal de MT tenta aliviar Bolsonaro enquanto recebe emendas do governo federal

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A bancada federal de Mato Grosso volta a se colocar na contramão do interesse público e da democracia. Sete deputados do Estado assinaram um abaixo-assinado que pede ao Supremo Tribunal Federal a prisão domiciliar “humanitária” do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Assinam o pedido os deputados Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL), Rodrigo da Zaeli (PL) e Gisela Simona (União). A iniciativa escancara o alinhamento de parte da bancada mato-grossense com um projeto político que tentou rasgar a Constituição e atacar as instituições democráticas.

O movimento ocorre enquanto o governo federal libera emendas parlamentares, irrigando bases eleitorais e garantindo sustentação no Congresso. Na prática, os deputados recebem recursos públicos e, ao mesmo tempo, atuam para aliviar a situação de um ex-presidente condenado por atentar contra o Estado Democrático de Direito. É o velho jogo de conveniência política: discurso de oposição em Brasília, mas mão estendida na hora de receber recursos.

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Bolsonaro está preso desde agosto do ano passado. Após violar regras do regime domiciliar e tentar romper a tornozeleira eletrônica, teve a custódia agravada e hoje cumpre pena em instalações militares, por decisão do STF. Ainda assim, seus aliados insistem em tratá-lo como vítima, ignorando a gravidade dos crimes e o risco real que suas ações representaram ao país.

O argumento da petição — idade e supostos problemas de saúde — não se sustenta diante do histórico de privilégios já concedidos ao ex-presidente, que nunca enfrentou o sistema prisional como a imensa maioria dos brasileiros. O pedido não é humanitário; é político.

Para Mato Grosso, o recado ao eleitor é claro: parte da bancada federal prefere defender Bolsonaro do que defender a democracia, mesmo sabendo que esse alinhamento cobra um preço eleitoral alto. Nos bastidores, a avaliação é de que poucos desses nomes devem sobreviver politicamente nas próximas eleições, diante da crescente rejeição ao bolsonarismo e à postura de submissão ideológica.

Enquanto o país tenta virar a página do autoritarismo, deputados mato-grossenses insistem em puxar o Brasil para trás — e fazem isso em nome de um projeto pessoal, não do povo que os elegeu.

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