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R$ 60 MIL PARA AMIGOS DA PREFEITA

Vereadora denuncia “Folha Secreta” disfarçada e acusa Adriane Lopes de favorecer aliados com supersalários

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A vereadora Luiza (PT) denunciou nesta terça-feira (8) que a prefeita Adriane Lopes (PP) ressuscitou a “Folha Secreta” na Prefeitura de Campo Grande, agora escondida sob o nome genérico “Outros Pagamentos”. Segundo Luiza, a gestão privilegia uma elite da máquina pública, enquanto a população paga a conta e continua esquecida.

O esquema voltou com pagamentos acima do teto constitucional, oficialmente publicados, mas sem transparência. “O nome mudou, mas o roubo continua. Recursos públicos seguem sendo desviados para poucos, enquanto a cidade sofre”, afirmou a parlamentar.

O caso mais grave é o do procurador municipal Gustavo di Luca Fiche, que recebeu mais de R$ 60 mil brutos em maio de 2025, sendo R$ 30 mil líquidos em “outras remunerações” sem qualquer detalhamento. A secretária de Fazenda, Márcia Helena Hokama — braço direito da prefeita — também embolsou R$ 30 mil líquidos com valores fora do salário-base.

Para a vereadora, esses supersalários são ilegais e revoltantes, ainda mais quando servidores de base sofrem sem reajuste, guardas municipais não recebem adicional de periculosidade e enfermeiros continuam sem insalubridade. “É uma afronta à lei e ao bom senso”, disse Luiza.

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Entre 2022 e 2023, a “Folha Secreta” teria custado mais de R$ 1 bilhão aos cofres municipais, segundo a parlamentar, e ainda teria provocado sonegação de impostos federais.

Além disso, a população paga mais na saúde enquanto a elite do executivo é blindada com bônus e privilégios. “Essa ‘nova folha secreta’ cria uma casta que governa para si, enquanto a cidade é deixada à própria sorte”, afirmou.

Luiza anunciou que apresentará representações ao Tribunal de Contas, Ministério Público Estadual e Receita Federal para investigar os responsáveis e punir os envolvidos.

“Não podemos permitir que familiares da prefeita e aliados enriqueçam às custas do cidadão comum. Campo Grande precisa de transparência e justiça fiscal”, concluiu.

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