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Sem acordo

Sem acordo, juiz manda Tetê Trad desocupar imóvel de alto padrão de Patrola

Empreiteiro Patrola tenta despejar parentes de ex-prefeito. (Detalhe Patrola, Jornal Midiamax / Reprodução)

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O juiz Marcel Henry Batista de Arruda determinou expedição de ordem de despejo para Maria Thereza Trad — Tetê Trad, irmã dos ex-prefeitos Marquinhos e  — deixar apartamento de alto padrão que pertence ao empreiteiro André Luiz dos Santos, o Patrola, denunciado por corrupção.

Conforme a decisão judicial, como não foi apresentado pelas partes acordo extrajudicial para ser homologado pelo juízo, e houve sentença do  (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negando recurso de Tetê para evitar o despejo, ela deverá deixar o apartamento em 15 dias.

“Em prosseguimento ao feito, diante do trânsito em julgado da decisão que negou provimento ao recurso de agravo de instrumento, cumpram-se as determinações da decisão da f. 37, com a expedição de mandado
para desocupação voluntária do imóvel em 15 dias, sob pena de execução da ordem de despejo. Para execução do mandado de despejo, fica autorizado o auxílio policial, se certificada a necessidade pelo oficial de justiça em
cumprimento”, proferiu o magistrado.

O empreiteiro dono do imóvel foi denunciado por desvios de R$ 300 milhões em contratos firmados na gestão de Marquinhos Trad.

Inadimplência

O imbróglio começou quando Patrola entrou na Justiça para determinar o despejo de Tetê de seu apartamento, que aluga para ela, alegando inadimplência. A presidente do PSD-MS Mulher é acusada de atrasar R$ 87,5 mil em aluguel de um apartamento no Jardim dos Estados. Além disso, Patrola alega que a inquilina atrasou quase R$ 100 mil em IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana).

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Assim, o empreiteiro definiu o valor atualizado de inadimplência em R$ 214.063,24. Após decisão favorável para o despejo de Tetê e diversos capítulos de recursos judiciais, Patrola reforçou à Justiça, em 22 de janeiro, o pedido para que seja empregada força policial para retirar a Trad do imóvel.

Por outro lado, Tetê apontou que não foi notificada e pediu na Justiça para abater valores na monta de R$ 201 mil, que diz terem sido gastos com benfeitorias no imóvel. Ela quer que essa quantia seja abatida da dívida apontada pelo locador, que está na casa dos R$ 214.063,24.

Patrola é denunciado por corrupção

A primeira fase da Operação Cascalhos de Areia reuniu indícios que apontam para suposta rede de empreiteiras nas mãos de laranjas, a princípio comandadas por Patrola.

Assim, Patrola e outros empreiteiros foram denunciados pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) por desvios em contratos de cascalhamento e locação de máquinas que ultrapassam R$ 300 milhões, segundo investigações. A maioria dos contratos foi firmada durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad.

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A denúncia foi feita mês passado pelo MPMS e aguarda análise do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande. Também figuram entre os denunciados o ex-secretário de obras da Prefeitura de , Rudi Fioresi, empreiteiros, supostos laranjas da organização criminosa e servidores.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, no total, 12 pessoas foram denunciadas por crimes como peculato, corrupção, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

André Luiz dos Santos seria o operador do esquema de ‘laranjas’ para comprar as empresas e, assim, vencer todas as licitações de cascalhamento em Campo Grande. Trata-se de contratos difíceis de aferir a comprovação dos serviços.

Todas as empreiteiras têm contratos desde 2017 na Prefeitura de Campo Grande, ou seja, durante a gestão do ex-prefeito Marquinhos Trad. Os servidores alvos da investigação também foram nomeados pelo ex-prefeito.

À reportagem do Jornal Midiamax, Marquinhos disse na época que “todos os contratos de responsabilidade do gestor foram feitos e aprovados pela procuradoria-geral do município e controladoria de transparência. Não fiz e não faço parte dessa relação processual”. Além disso, negou ter praticado qualquer ato ilegal: “Todos os meus atos foram proclamados pelo MP como lícitos e legais”.

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