Continua internada a assistente educacional de 45 anos que foi baleada pelo ex-companheiro na última quinta-feira, 29 de maio, em um posto de combustíveis no JardimAero Rancho, região sul de Campo Grande. Ela foi perseguida por Marco Antônio de Sousa Vieira, de 58 anos, que está preso preventivamente.
Segundo a família da vítima, ela está na enfermaria da Santa Casa de Misericórdia, e o estado de saúde é considerado estável. A assistente educacional foi baleada por duas vezes nas costas.
Marco foi preso em flagrante e a prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. O caso segue sob investigação da Deam (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher).
Mulher foi baleada pelo ex-companheiro no Aero Rancho
Antes do crime, um vídeo mostra o momento em que o homem sequestra a ex-mulher no Jardim Centenário. Em outro vídeo, já no posto de gasolina no bairro Aero Rancho, a vítima e o suspeito chegam ao estacionamento do local e descem do veículo. Em seguida, a mulher foi ao banheiro e o suspeito foi atrás, permanecendo na janela com um aparelho celular e gritando com a mulher.
Minutos depois, ela saiu do banheiro e foi até o carro, momento em que o homem começou a efetuar os disparos com uma pistola Imbel 280. Dois tiros atingiram a vítima nas costas.
Segundo a delegada Analu Ferraz, da Deam, a mulher correu, caiu ao chão, mas o suspeito continuou a fazer os disparos. Ela foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada para atendimento médico. O autor foi abordado depois na Avenida Bandeirantes, região do Guanandi, e preso em flagrante.
“Ela fugiu da minha casa e estava sacaneando comigo”, disse Marco Antônio logo após ser preso. Um familiar da mulher negou a versão apresentada pelo homem e frisou que o homem estava criando falsas esperanças para reatar o casamento.
“Ela não fez nada, só trabalhou. Ele fala que ela sacaneou com ele porque ele criou falsas esperanças de voltar e se iludiu. Ela sempre negou as voltas por conta das últimas semanas de casamento. Ela relata que foi muito humilhada”, disse.
O filho da vítima afirmou que o autor tem outras duas ex-mulheres que registraram boletins de ocorrência contra ele. Inclusive, uma das mulheres teria registrado três boletins de ocorrência contra o autor.
A arma utilizada pelo homem foi comprada em Bela Vista, cidade a 313 quilômetros de Campo Grande. O vendedor foi uma pessoa conhecida por ‘Julião’. Na casa do suspeito, os policiais encontraram mais 78 munições.
📍 Onde buscar ajuda em MS
Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana.
Além da DEAM, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.
☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180 é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.
As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.
Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.
📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aqui. Elas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.
⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.


























