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Transparência

Após reprovar todos, MPMS convoca 11 candidatos em concurso para promotor

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O MPMS (Ministério Público de ) divulgou no Diário Oficial desta terça-feira (1º), a  de 11 candidatos aprovados na etapa da prova escrita após apresentação de recursos ao 30°  para Promotor Substituto no órgão. A decisão ocorre semanas após o certame reprovar 100% dos inscritos.

Conforme a publicação, a chamada ocorreu após interpelações apresentadas pelos candidatos à avaliação escrita, que forçaram ajustes no resultado da nota, alterando a posição da banca avaliadora acerca da legitimidade das convocações.

Assim, na relação constam sete homens e quatro mulheres. Para obter aprovação, eles alcançaram média geral na avaliação escrita de 6,0 a 6,31.

 

Anteriormente, segundo a Fapec, nenhum dos 180 candidatos avaliados na etapa havia conseguido obter a nota mínima igual ou superior a 5,0, em cada uma das disciplinas ou grupos, com média geral de 6,0, conforme demandava o edital do concurso para promotor.

Agora, os candidatos aprovados nesta etapa poderão se inscrever para o próximo passo que é a avaliação oral.

O período para inscrição definitiva é entre 2 e 11 de julho. O documento precisa da assinatura do candidato ou de procurador habilitado, para entrega presencial na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, na Secretaria da Comissão de Concurso, em /MS.

Além disso, os candidatos poderão enviar o requerimento pelos Correios, com aviso de recebimento (AR). E os documentos exigidos em anexo, encaminhados para o e-mail [email protected].

Recursos apresentados

Ao todo, houve 1.291 recursos contra questões da prova objetiva.

A maioria das contestações se concentra nas áreas de Direito Processual Penal, Direito Penal e Tutela de Interesses Difusos, indicando pontos de maior insatisfação e possíveis falhas de formulação ou incertezas nas perguntas.

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Os dados do edital revelam que o grupo de Direito Processual Penal foi o mais questionado, com 285 recursos. Na sequência, aparecem Direito Penal, com 270 recursos, e Tutela de Interesses Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, com 244 recursos.

Entre as questões específicas, algumas se destacam pelo volume de reclamações.

Assim, no grupo de Direito Processual Penal, a questão 3 lidera com 50 recursos, seguida pelas questões 4 (44) e 6 (43). Já em Direito Penal, a questão 7 recebeu 44 recursos, enquanto a 2 e a 8 registraram, respectivamente, 37 e 36 contestações.

Contudo, outros grupos com grande concentração de recursos foram:

  • Direito Administrativo, Tributário, Financeiro e Econômico – 184 recursos
  • Direito Processual Civil – 177 recursos
  • Direito Civil – 131 recursos

Vale lembrar que durante cerimônia para anúncio dos resultados, o Procurador-Geral de Justiça, Romão Ávila Milhan Junior, enalteceu a banca examinadora e a comissão organizadora “pelo trabalho de correção realizado ao longo destes quatro meses, mesmo diante das atribuições regulares de cada um”.

“Foram sete provas que exigiram uma análise minuciosa e criteriosa. Recebam, portanto, nossos cumprimentos e agradecimentos”, afirmou à época.

Repercussão negativa

Inicialmente, os 180 candidatos que participaram do XXX Concurso Público de Provas e Títulos de Promotor de Justiça substituto do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foram pegos de surpresa ao serem totalmente reprovados no certame.

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Na sequência, após ser divulgado na tarde do dia 02/06, o assunto tomou conta das redes sociais, com candidatos revoltados e até pessoas surpresas com a atitude da banca examinadora.

“100% de reprovação na 2ª fase do MPMS. Nenhum dos 180 candidatos aprovados para oral”, postou um internauta.

“Fui uma das 100% pessoas reprovadas na 2ª fase do MPMS. Que Deus tenha misericórdia de nós, pq ninguém mais tem”, escreveu outra. Na 1ª fase do certame, ela marcou 78/100 – 6 pontos acima da nota de corte.

“Não consigo nem descrever o quão absurdo é organizar um concurso público, investir dinheiro e tempo para organizar o certame e simplesmente não classificar nenhum candidato para a fase seguinte. Uma vergonha o que aconteceu no MPMS (e não me refiro aos candidatos)”, afirma uma terceira pessoa.

Arrecadação com concurso para promotor

Os candidatos chegaram a suspeitar sobre o que estaria por trás da reprovação em massa. Desse modo, na visão dos concurseiros, seria uma maneira do órgão arrecadar dinheiro com o certame, além de beneficiar os promotores com incremento no salário ao acumularem função para atuar onde o concurso não preencher vagas.

“Agora o MPMS tem o orçamento de 180 possíveis nomeações pra usar como bem entenderem. O CSJT fez isso com as nomeações de servidores, usou pra pagar salários”, denunciou outro internauta.

Inclusive, para realização do concurso, o MPMS pagou à Fapec, sem licitação, o valor de R$ 496.830,06 pelo próprio PGJ, Romão Ávila Milhan Júnior.

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