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BANQUETE DE CINZAS

Presidente da Adapec é pai de ex-prefeito investigado por fraude na merenda

Paulo Antônio de Lima Segundo e Paulo Antônio de Lima - Crédito: Reprodução

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O presidente da Agência de Defesa Agropecuária do Tocantins (Adapec), Paulo Antônio de Lima, é pai do ex-prefeito de Alvorada, Paulo Antônio de Lima Segundo (DEM), apontado como principal alvo da operação Banquete de Cinzas, deflagrada pela Polícia Civil nesta quarta-feira (3). A investigação apura um suposto esquema de fraude em contratos da merenda escolar que teria movimentado mais de R$ 4 milhões.

O parentesco não foi citado publicamente pelas autoridades durante a operação, mas consta no perfil institucional do dirigente publicado em canais oficiais da própria agência.

NA ADAPEC DESDE 2021

À frente da Adapec desde janeiro de 2021, Paulo Lima é considerado um dos nomes de maior influência na defesa agropecuária do estado, com forte atuação na cadeia produtiva tocantinense. A Adapec é responsável pela vigilância sanitária animal e vegetal, setor essencial para as exportações e à segurança alimentar do Tocantins.

Durante a operação, o neto de Paulo Lima, Alcemir Neto, também foi preso em flagrante após arremessar um celular pela janela de um apartamento no momento em que policiais cumpriam um mandado de busca. A defesa dos investigados classificou a ação como “uma investigação normal” e afirmou que todos estão à disposição da Justiça.

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TRAJETÓRIA  

Natural de Itaberaí (GO), Paulo Antônio de Lima acumula mais de 50 anos de experiência no setor agropecuário. Já presidiu o Sindicato Rural de Alvorada, foi diretor financeiro e presidente interino da Federação da Agricultura e Pecuária do Tocantins (Faet), além de ter ocupado cargos no Senado Federal e no Hospital Regional de Alvorada.

Até o momento, nem a Adapec nem o Governo do Tocantins se manifestaram oficialmente sobre a operação que envolve o filho e o neto do dirigente. O espaço permanece aberto para posicionamento.

 FRAUDE EM CONTRATOS DE MERENDA

A operação Banquete de Cinzas cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em Palmas, Alvorada, Gurupi e Nova Rosalândia. Quatro veículos foram apreendidos. A Polícia Civil investiga possíveis crimes de fraude à licitação, peculato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

As apurações apontam que o ex-prefeito de Alvorada teria recebido um caminhão como propina para favorecer contratos de merenda escolar durante sua gestão. Inicialmente conduzido pela Polícia Federal, o caso passou para a Polícia Civil após decisão do TRF-1, que definiu que a competência era da Justiça Estadual.

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A Prefeitura de Alvorada informou que as suspeitas se referem à gestão anterior e que a administração atual não foi alvo da operação.

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