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GLOBO DE OURO

‘O Agente Secreto’ usou prédios modernistas no centro de Brasília para ambientar cenas; veja

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Vencedor de dois Globos de Ouro neste domingo (11) e cotado para o Oscar 2026, o filme “O Agente Secreto” não reconstrói apenas o Recife dos anos 1970. Além da capital pernambucana e de algumas cenas em São Paulo, o longa recorreu também a prédios icônicos da área central de Brasília.

Em uma das sequências, dois prédios modernistas do Setor Comercial Sul (SCS) se destacam: os edifícios Morro Vermelho e Camargo Corrêa.

Os prédios têm 16 andares cada, três subsolos, 557 vagas de garagem no total e contam com escritórios de arquitetura e design, empresas e bancos.

Em 2022, ambos os prédios receberam um selo do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do DF pelo alto nível de conservação e qualidade arquitetônica.

De tão conservados, nem foi preciso corrigir ou manipular a imagem para devolver o público ao período da trama. Nas imagens, é possível ver que apenas os carros foram substituídos pela frota da época – um trabalho que reuniu 169 veículos antigos nas três cidades em que o longa foi rodado.

Conhecido como Lelé, sua arquitetura é reconhecida por unir tecnologia, industrialização, funcionalidade e forte compromisso social.

Os projetos mesclam estrutura de concreto — vigas, pilares e torre de circulação vertical— com elementos pré-fabricados de lajes. As persianas dos prédios, em cores laranja e azul, além de regular a temperatura interna, destacam o centro comercial de Brasília.

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João Filgueiras Limatambém projetou o Memorial Darcy Ribeiro, o Hospital Regional de Taguatinga e o Centro de Reabilitação Sarah Kubitschek. Ele faleceu em 2014 aos 82 anos, em Salvador.

‘Obrigado, Brasília’
Em setembro, o diretor Kleber Mendonça Filho publicou nas redes sociais um agradecimento afetuoso à capital federal.

“Em dezembro do ano passado, filmamos em Brasília um pouco de O AGENTE SECRETO. Obrigado, Brasília, hoje devolvemos a acolhida com o filme pronto.”

Em entrevista à TV Globo, Kleber Mendonça Filho destacou o impacto de abrir o 60º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro em setembro.

“A ideia de abrir o 60 Festival de Brasília pra mim é muito forte. Em primeiro lugar, o projeto de Niemeyer, o Cine Brasília é uma das salas mais espetaculares do mundo, não só do Brasil. E o Festival de Brasília é uma história constante do cinema brasileiro. Então fico muito feliz de colaborar com um pouco dessa história.”
A atriz Fernanda Maria Candido, que vive Elza no longo, afirmou que o cinema brasileiro vive um momento especial.

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“A nossa produção está em um período muito fértil, ela tá conseguindo concretizar todo potencial que ela tem”, enfatiza.

Já Alice Carvalho, atriz que dá vida a Fátima (esposa do personagem de Wagner Moura), afirmou que a equipe estava apreensiva para a estreia do longa, especialmente no Festival de Brasília.

“Jogar em casa é mais gostoso. Tá todo mundo um pouco apreensivo, principalmente em um festival como esse, um dos principais festivais do nosso pais, mas é só alegria! O filme em si é uma declaração de amor ao cinema e a esse país. Uma memoria de coisas que aconteceram nesse país”, contou.

🎖️ Totalmente premiado
Durante a cerimônia do Globo de Ouro 2026, realizada na noite de domingo (11), O Agente Secreto conquistou dois prêmios históricos: melhor filme em língua não inglesa e melhor ator em filme de drama, para Wagner Moura.

O filme, ambientado no Brasil da década de 1970, acompanha a trajetória de Marcelo, um professor envolvido numa rede de vigilância e perseguições durante a ditadura militar.

Para reconstruir o clima da época, a equipe realizou 50 diárias de gravação, incluindo trechos feitos em Brasília, compondo o mosaico visual usado para ambientar a narrativa.

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