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Andreza Matais

Ex-dirigentes do INSS fecham delação e entregam Lulinha e políticos

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Dois ex-integrantes do alto escalão do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) avançaram em negociações para firmar acordos de delação premiada no âmbito das investigações sobre fraudes em benefícios previdenciários.

Apuração da coluna aponta que o ex-procurador do INSS Virgílio Oliveira Filho e o ex-diretor de Benefícios André Fidelis relataram suposto envolvimento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de mencionarem políticos no esquema.

Em nota enviada nesta quarta-feira (25/2), a defesa de Fábio Luís afirmou que ele “não tem relação com as fraudes do INSS, não participou de irregularidades ou desvios e não recebeu valores dessa fonte criminosa”. É a primeira manifestação pública do empresário sobre o tema por meio de advogados.

Entre os nomes citados estaria Flávia Péres (ex-Flávia Arruda), que foi ministra da Secretaria de Relações Institucionais no governo Jair Bolsonaro. Ela nega qualquer vínculo com os fatos.

Os dois ex-dirigentes estão presos desde 13 de novembro. A Polícia Federal acusa Virgílio Oliveira Filho de receber R$ 11,9 milhões de empresas ligadas a entidades que realizaram descontos ilegais em aposentadorias — sendo R$ 7,5 milhões provenientes de firmas de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Os valores teriam sido repassados a empresas e contas da esposa do ex-procurador, a médica Thaisa Hoffmann Jonasson.

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Já André Fidelis teria recebido R$ 3,4 milhões em propina entre 2023 e 2024, segundo os investigadores. Como revelou a coluna de Andreza Matais no Metrópoles, o próprio Antônio Carlos Camilo Antunes também prepara proposta de delação, após familiares se tornarem alvos das apurações.

A advogada Izabella Borges, que representa Virgílio Oliveira Filho, nega a existência de delação em andamento. A reportagem tenta contato com a defesa de André Fidelis.

Quem são os investigados

Servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU), Virgílio Oliveira Filho atuou como procurador do INSS. Ele se apresentou à PF em Curitiba após ter a prisão decretada na 4ª fase da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada “Farra do INSS”. Em 2023, manifestou-se favoravelmente a descontos em benefícios de 34.487 aposentados em favor da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). A PF aponta ainda aumento patrimonial de R$ 18,3 milhões, com aquisições imobiliárias de alto valor.

André Fidelis chefiou a Diretoria de Benefícios do INSS em 2023 e 2024. Segundo o relator da CPMI do INSS, o deputado Alfredo Gaspar (União-AL), ele foi o diretor que mais concedeu acordos de cooperação técnica na história do órgão, habilitando 14 entidades que teriam descontado cerca de R$ 1,6 bilhão dos aposentados.

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