Ex-ministro rompe com antigos aliados e retorna ao partido onde iniciou sua carreira; movimento marca nova ofensiva contra o domínio petista no estado
Após uma década no PDT, o ex-ministro Ciro Gomes decidiu mudar o rumo de sua trajetória política. Em um ato marcado para esta quarta-feira (22), às 9h30, em Fortaleza (CE), ele assinará sua filiação ao PSDB, partido pelo qual governou o Ceará nos anos 1990 e que agora simboliza o início de uma nova disputa: a corrida pelo governo estadual em 2026.
A ruptura com o PDT foi consumada na última sexta-feira (17), quando Ciro entregou uma carta de desfiliação ao presidente da sigla, Carlos Lupi. O estopim veio das divergências sobre alianças locais e, principalmente, do apoio pedetista ao governador Elmano de Freitas (PT) — adversário que o ex-governador pretende enfrentar nas urnas. Segundo aliados, Ciro se sentia cada vez mais isolado dentro do partido e insatisfeito com a aproximação do PDT ao governo Lula.
De volta às origens e aos embates
Com o retorno ao PSDB, Ciro resgata uma parte da própria história. Foi sob a legenda tucana que ele se projetou nacionalmente, governando o Ceará de 1991 a 1994. Agora, retorna a um partido enfraquecido — que perdeu dois terços de seus cargos eletivos desde o auge no fim dos anos 1990 —, mas com a ambição de reerguê-lo e transformá-lo em plataforma para desafiar o domínio petista no estado.
A filiação também tem o dedo do ex-senador Tasso Jereissati, um dos principais articuladores tucanos no Nordeste, que trabalhou nos bastidores para trazer o ex-ministro de volta. O gesto é visto como uma tentativa de reorganizar a oposição cearense e dar fôlego a uma legenda que tenta sobreviver em meio ao avanço de novas forças políticas.


























