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Sinalização diplomática

Sinalização diplomática ocorre em meio a disputa de narrativas entre Brasília e Washington sobre quem controla o país

Brasília (DF) 13/08/2025 - O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, fala durante assinatura da medida provisória (MP) Brasil Soberano., no Palácio do Planalto Foto: CanalGov/Reprodução

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O vácuo de poder aberto na Venezuela após a captura de Nicolás Maduro expôs leituras distintas no cenário internacional. De um lado, os Estados Unidos falam em administrar o país. Do outro, o Brasil reconhece a vice-presidente Delcy Rodríguez como a autoridade que assume o comando de forma interina.

A posição brasileira foi confirmada pela ministra interina das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha. Segundo ela, a interpretação segue a linha institucional do próprio governo venezuelano, diante da ausência do chefe do Executivo. Em coletiva, a ministra afirmou que Delcy Rodríguez passa a exercer a função de presidente interina.

A sinalização ocorre em meio a um cenário de incerteza. Embora Donald Trump tenha declarado que os Estados Unidos pretendem governar a Venezuela após a captura de Maduro, não está claro como esse controle seria exercido. Apesar da operação militar de grande impacto, estruturas administrativas do antigo governo seguem funcionando no país.

Operação militar e narrativas em disputa

A ação americana teve início na madrugada de sábado (3) e incluiu ataques em território venezuelano. Explosões e apagões atingiram regiões de Caracas, enquanto tropas dos EUA avançaram até um dos esconderijos de Maduro. Após a captura, ele e a esposa, Cilia Flores, foram retirados do país.

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O casal foi levado ao navio militar USS Iwo Jima, que seguiu para os Estados Unidos. Maduro deve responder a processos no Distrito Sul de Nova York, onde enfrenta acusações que incluem conspiração de narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas destrutivas.

Enquanto Washington sustenta um discurso de intervenção direta e não descarta o envio de tropas, o Brasil adota uma postura distinta. Ao reconhecer Delcy Rodríguez como autoridade interina, Brasília reforça a leitura de continuidade institucional e evita endossar a ideia de tutela estrangeira imediata sobre o país.

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