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PRESIDENTE TÁ NERVOSO

Ministros relatam gritos e tensão em reuniões com presidente Lula

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Nos bastidores do governo, ministros e auxiliares próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva relatam aumento do nervosismo do petista nas últimas duas semanas. Segundo integrantes do Palácio do Planalto, reuniões recentes têm sido marcadas por tensão, descontrole e até gritos com palavrões que teriam sido ouvidos do lado de fora do gabinete presidencial.

De acordo com esses relatos, a irritação teria se intensificado após pesquisas apontarem crescimento do adversário político Flávio Bolsonaro. O avanço nas sondagens teria provocado forte reação do presidente, que também demonstrou preocupação com o impacto político de temas econômicos sensíveis.

Na última semana, interlocutores afirmam que Lula ficou especialmente incomodado com o desgaste provocado pelo preço do diesel, apontado em levantamentos diários de monitoramento. O presidente teria cobrado explicações da equipe e questionado o motivo de o problema estar afetando a percepção do governo.

Ministros relatam que tentaram explicar que o aumento dos combustíveis envolve fatores multissetoriais, incluindo decisões e políticas estaduais, além de variáveis do mercado. Ainda assim, dizem que o presidente tem demonstrado dificuldade em aceitar essas justificativas e, em alguns momentos, atribuiu a responsabilidade a integrantes do próprio governo, chamando-os de “incompetentes”.

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Outro foco de críticas teria sido a área de Comunicação do governo. Auxiliares afirmam que Lula esperava maior retorno eleitoral com medidas como a proposta de isenção do Imposto de Renda, o que, na avaliação dele, não se refletiu como previsto na opinião pública.

Nos bastidores, integrantes do governo também dizem que o presidente vê risco de contaminação eleitoral no debate sobre o diesel e teme que o tema possa evoluir para mobilizações de caminhoneiros, cenário que historicamente gera pressão política e econômica.

Entre aliados, a avaliação é de que o maior receio do presidente neste momento não seria o fracasso do governo em si, mas a possibilidade de derrota em uma eventual disputa pela reeleição. Segundo relatos, o avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas tem sido um dos principais fatores por trás do clima de tensão dentro do Planalto.

 

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