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Julgamento no STF

"Eu disse que a eleição foi absolutamente transparente. Essas foram as minhas ponderações e o presidente da República, pelo menos na minha frente, se deu por satisfeito", apontou Bruno Bianco em depoimento nesta quinta-feira (29/5)

Bolsonaro teria perguntado a Bianco se ele identificava algum problema ou algo que poderia ser refutado nas urnas. "De pronto eu respondi que não", disse o ex-AGU em depoimento - (crédito: Reprodu??o/Redes Sociais)

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O ex-ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Bruno Bianco, afirmou em audiência sobre o golpe de Estado realizada nesta quinta-feira (29/5) no Supremo Tribunal Federal (STF) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) o questionou sobre a possibilidade jurídica de reverter os resultados das urnas.

Bolsonaro teria perguntado a Bruno se ele identificava algum problema ou algo que poderia ser refutado. “De pronto eu respondi que não”, comentou Bianco. “Eu disse que o pleito eleitoral na minha ótica tinha ocorrido de maneira absolutamente correta e legal, sem nenhum tipo de problema jurídico”, continuou.

Bianco afirmou que a pergunta foi feita em reunião realizada com os ex-comandantes das Forças Armadas, bem como o ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres. “Eu disse que a eleição foi absolutamente transparente. Essas foram as minhas ponderações e o presidente da República, pelo menos na minha frente, se deu por satisfeito”, apontou.

Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia, também compareceu à reunião do dia 5 de julho de 2022, e disse que o ex-presidente cobrou “empenho dos ministros para eles defenderem um pouco mais o governo”, assim como discutiu sobre urna eletrônica. “Mas não me pareceu nenhuma novidade, já que muitas pessoas no Brasil desde 2007 questionam urnas eletrônicas”, disse Adolfo ao depor hoje.

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As testemunhas de Anderson Torres serão ouvidas até o dia 2 de junho. A partir de amanhã (30) começam a ser ouvidas as testemunhas indicadas pela defesa de Jair Bolsonaro.

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