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O MARTELO DOS LOBISTAS A face oculta da Justiça em contratos milionários

A face oculta da Justiça em contratos milionários

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Um contrato de honorários advocatícios na casa dos milhões escancara as entranhas de uma possível venda de decisão judicial, orquestrada nos bastidores pelo lobista João Kennedy Braga – conhecido como Kennedy Braga e natural da “república do Piauí”.

Ostentando uma suposta proximidade com o ministro do Supremo Tribunal Federal, Kassio Nunes Marques, e outros membros do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Kennedy Braga firmou um acordo de R$ 2 milhões entre o empresário Eloízo Gomes Afonso Durães e a advogada Kathia Aguiar Zeidan. O objetivo era a atuação da profissional em um processo que tramita no STJ. Contudo, apesar do pagamento efetuado, o serviço contratado jamais foi prestado.

O documento, acessado datado de abril de 2024, detalhava que a advogada receberia R$ 2 milhões “por dentro” do contrato, além de um bônus por êxito. Kennedy exigiu um adiantamento para a interposição de um recurso, buscando evitar o trânsito em julgado da decisão até dezembro daquele ano. Para a surpresa do empresário, os serviços acordados não foram realizados.

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O pagamento do montante milionário foi fragmentado em diversas etapas, concretizadas por meio de transferências bancárias para contas da própria advogada, de um escritório de advocacia e da empresa Vizoni Homecare EIRELI – do ramo da saúde – pertencente à filha de Kennedy, Bruna Guimarães Braga, que também atuava como testa de ferro do pai.

Conforme o contrato, os depósitos foram efetuados em três instituições financeiras distintas: Banco do Brasil, Santander e uma terceira conta vinculada ao CNPJ de um escritório de advocacia – todas sob a égide de Kennedy Braga.

No primeiro mês, dois repasses de R$ 300 mil cada foram destinados à advogada e à Vizoni Homecare, que figura novamente como destinatária de outras parcelas nos meses subsequentes. Além desses valores, houve pagamentos em dinheiro, realizados “por fora”.

Tudo parecia transcorrer sem percalços até a eclosão do escândalo de venda de sentenças, que tem levado operadores e lobistas à prisão – os quais já consideram a possibilidade de delações premiadas para expor todo o esquema.

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Diante do não cumprimento do contrato, o empresário que negociou com o lobista Kennedy Braga está ingressando com uma ação judicial para reaver o montante investido.

Com informações da Coluna Mino Pedroza

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