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FOI SEGUIDO POR CARRO

Presidente da Câmara de Várzea Grande relata ameaça de morte e perseguição

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), afirmou nesta sexta-feira (4/9) que está recebendo informações sobre uma suposta ameaça de morte e relatou ter sido seguido por um veículo que, segundo ele, utilizava uma placa falsa. O parlamentar registrou um boletim de ocorrência e pediu que as circunstâncias sejam investigadas.

Durante coletiva de imprensa na sede do Legislativo, Wanderley contou que a situação teria se agravado na quinta-feira (3), quando um Volkswagen Polo foi identificado nas proximidades da empresa de seu filho. Posteriormente, de acordo com o relato, o mesmo veículo teria aparecido perto da residência da mãe do vereador.

“Alguns colegas secretários já me falaram de ameaça de morte, que tem pessoas que querem me matar, mas eu estou só esperando chegar à conclusão para me relatar quem é que está me ameaçando de morte. Mas eu estou recebendo ameaça de morte e agora esse carro aqui me seguindo”, afirmou.

Segundo o presidente, integrantes de sua equipe de segurança fotografaram o automóvel e registraram a placa. Wanderley disse ainda ter conversado com dois coronéis da Polícia e recebido a informação de que a identificação utilizada pelo veículo seria falsa.

“Esse carro começou a me seguir. Um Polo. […] Nós tivemos contato com dois coronéis da Polícia. E essa placa é fria”, declarou.

O vereador afirmou que não sabe quem estava no veículo nem qual seria a motivação para a suposta perseguição. Ele chegou a considerar a possibilidade de o carro estar relacionado a alguma investigação policial. “Eu não sei se é polícia. Deus abençoe que seja polícia, que está me investigando, porque eu não devo”, disse.

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Ligação levantou suspeita sobre suposto dossiê

A preocupação de Wanderley, segundo ele, começou alguns dias antes. No domingo (30), o presidente recebeu uma ligação anônima na qual uma pessoa teria afirmado que um servidor da Câmara repassou sua senha de acesso ao sistema do Legislativo e que um hacker teria utilizado as credenciais para entrar na plataforma.

Ainda conforme o relato, o interlocutor teria dito que existiria um suposto dossiê contra o vereador, com acusações envolvendo contratos, nepotismo e um possível desvio de R$ 1 milhão.

“Um funcionário nosso aqui da Câmara passou a senha, não sei para quem, e um hacker entrou no sistema da Câmara. […] Falou que eu desviei R$ 1 milhão num contrato. Falou que tem nepotismo, falou um monte de coisa para mim”, relatou.

Wanderley ressaltou, entretanto, que não conhece a pessoa que fez a ligação e que não está acusando ninguém. Ele afirmou ter determinado a apuração das informações justamente para verificar se houve algum acesso irregular aos sistemas da Câmara.

A diretora-geral do Legislativo, Lorineide Aparecida Trindade Inhan, informou que a empresa responsável pelo sistema foi acionada para realizar uma auditoria. O objetivo é verificar eventuais acessos indevidos e preservar a segurança dos dados institucionais.

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Ela também contestou a informação sobre o suposto desvio de R$ 1 milhão. “O maior contrato nosso não chega a R$ 1 milhão por ano. Como você desvia R$ 1 milhão de um contrato?”, questionou.

Boletim de ocorrência

Diante dos episódios, Wanderley procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. No documento, segundo a reportagem, ele pediu que sejam levantados os acessos aos sistemas da Câmara, incluindo datas, horários, usuários e endereços de IP, além das credenciais e níveis de permissão dos servidores.

O parlamentar também solicitou a apuração sobre possíveis documentos que poderiam ser manipulados ou forjados para atingir sua imagem.

Apesar dos relatos, não há, até o momento, confirmação oficial de que o vereador tenha sido efetivamente seguido pelo veículo, de que a placa seja falsa ou de que exista uma operação policial contra ele. Os fatos deverão ser apurados pelas autoridades.

Durante a coletiva, Wanderley afirmou que não teme qualquer investigação sobre sua gestão e colocou a Câmara à disposição dos órgãos de controle.

“Se tiver alguma operação, pode vir aqui, que a Câmara está de portas abertas. Pode ir na minha casa, pode ir lá na empresa. Pode ir, não tem problema”, declarou.

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