O candidato à Presidência da República pelo Missão, Renan Santos, criticou nesta segunda-feira (31) a decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a suspensão de sua campanha em plataformas digitais.
Renan classificou a medida como um “absurdo jurídico” e questionou o fato de a decisão ter atingido sua candidatura, alegando que outros candidatos também enfrentaram problemas relacionados ao cadastro de perfis junto à Justiça Eleitoral.
“Essa decisão é um absurdo jurídico. Centenas de candidatos tiveram problemas no TSE, e é curioso que essa decisão tenha recaído sobre o único que convocou manifestações contra o Toffoli”, declarou.
A referência é a protestos promovidos pelo Movimento Brasil Livre (MBL), no início deste ano, que defenderam a saída de Toffoli da magistratura.
A decisão do ministro estabelece que Renan não poderá utilizar, para propaganda eleitoral, perfis e canais digitais que não tenham sido informados dentro do prazo à Justiça Eleitoral. Também foram suspensos o recebimento de recursos do Fundo Eleitoral e a participação do candidato em debates.
Toffoli justificou a medida afirmando que a comunicação prévia dos canais oficiais de campanha é uma exigência necessária para garantir transparência e igualdade entre os candidatos.
A campanha de Renan considera que a decisão pode provocar um forte impacto na candidatura, já que o Missão é uma legenda recém-criada e possui estrutura limitada de exposição em rádio e televisão e de acesso a recursos eleitorais.
Segundo informações divulgadas anteriormente, a campanha atualizou em 19 de agosto a relação de perfis de Renan e de seu candidato a vice, Coronel Medina, encaminhando ao TSE uma lista com 16 contas em redes sociais.



























