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ANÁLISE

Operação da PF fortalece debate sobre CPI, mas histórico da ALMT faz crescer descrença

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A operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de fraudes em empréstimos consignados deu novo fôlego à proposta de criação de uma CPI na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O presidente da Casa, deputado Max Russi (Podemos), acredita que a investigação fortalece a comissão. Porém, o histórico das CPIs instauradas pelo Legislativo mato-grossense alimenta a descrença de parte da população, que costuma resumir o desfecho dessas investigações na expressão popular de que “tudo acaba em pizza”.

Nos últimos anos, a Assembleia instalou diversas CPIs para investigar temas de grande repercussão, como a CPI da Energisa, a CPI do Crime Organizado, além de outras comissões voltadas à saúde, incentivos fiscais e diferentes áreas da administração pública. Apesar da repercussão, muitas delas terminaram apenas com relatórios e recomendações, sem punições ou consequências práticas de grande impacto.

Diante desse histórico, a eventual CPI dos Consignados terá um desafio adicional: mostrar que não será mais uma comissão destinada apenas ao debate político. Para muitos mato-grossenses, as CPIs da Assembleia acumulam um retrospecto de poucos resultados concretos, reforçando a percepção de que as investigações acabam sem responsabilizações efetivas.

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