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CRÍTICA AO SISTEMA

Galvan diz que maioria dos políticos tem “rabo preso” e defende fim das emendas parlamentares

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Pré-candidato ao Senado por Mato Grosso, Antônio Galvan afirmou que pretende defender a extinção das emendas parlamentares caso seja eleito. Em entrevista ao programa Esportes e Notícias, o ex-presidente da Aprosoja Brasil criticou o atual modelo de destinação de recursos públicos e disse que boa parte dos políticos estaria comprometida por interesses ligados às emendas.

Segundo Galvan, entre 70% e 80% dos parlamentares possuem “rabo preso” em razão do sistema de distribuição de recursos.

“Eu acredito que 70, 80% dos políticos têm rabo preso. Inclusive com essa folia das emendas que cobra retorno. Por isso que eu defendo acabar com as emendas. O Legislativo foi feito para legislar e fiscalizar, e o Executivo para executar”, afirmou.

Apesar da crítica ao mecanismo, o pré-candidato ressaltou que não é contrário ao envio de verbas para estados e municípios. Na avaliação dele, os repasses deveriam ser feitos diretamente pelo Governo Federal, sem a intermediação de deputados e senadores.

“Que venha o recurso para os municípios, mas de forma direta. Hoje o político, na grande maioria, está servindo de atravessador do recurso”, declarou.

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Galvan garantiu que, se conquistar uma vaga no Senado, pretende transformar o tema em uma das principais bandeiras de seu mandato.

“Com certeza absoluta. Vai ser uma guerra. E quem não apoiar, que o eleitor fique esperto na hora de decidir quem merece voltar para o Congresso”, disse.

Durante a entrevista, o pré-candidato também criticou parlamentares que destacam o volume de recursos destinados a Mato Grosso por meio de emendas. Segundo ele, esses mesmos políticos acabam apoiando propostas do governo federal que, em sua visão, aumentam a carga tributária.

“Tem alguns que falam que trouxeram mais de um bilhão para o Estado. Mas esses puxadores de emenda são os mesmos que votam favorável a esse desgoverno e aos aumentos de impostos. Enquanto isso, quem mais sofre é o cidadão, principalmente quem tem menor poder aquisitivo, que enfrenta dificuldades na saúde, na educação e na segurança”, concluiu.

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